13 de Março de 2012 / às 00:38 / em 6 anos

Parreira e Zagallo lembram boa relação com Teixeira

RIO DE JANEIRO, 12 Mar (Reuters) - Campeões mundiais com a seleção brasileira em 1994, Carlos Alberto Parreira e Mário Jorge Lobo Zagallo evitaram fazer críticas ao ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que renunciou nesta segunda-feira, e lembraram o período de convivência com o dirigente.

“Fui campeão mundial com ele em 1994 e ele resistiu à pressão para me tirar ainda nas eliminatórias, que nos classificamos em cima da hora”, disse Parreira, técnico da equipe campeã em 1994 e também da seleção desclassificada nas quartas de final no Mundial de 2006.

“Acho que deixa um legado importante para o futebol brasileiro, títulos mundiais em 1994 e 2002. Ele tem um problema de saúde e precisa cuidar e a pressão sobre ele era insuportável.”

Teixeira, que chefiava a Confederação Brasileira de Futebol desde 1989, deixou também o cargo de presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

Auxiliar técnico nas Copas de 1994 e 2006, Zagallo, campeão mundial como jogador em 1958 e 1962, e como técnico em 1970, é, como sempre, otimista para o futuro.

“Não sei quais serão os rumos que o futebol brasileiro vai tomar, mas sempre somos fortes e respeitados em qualquer condição”, afirmou.

“ Gostaria de falar pouco sobre isso até porque tive uma ligação muito próxima com ele na minha época de seleção brasileira. O Ricardo ouvia os meus pedidos e do Parreira e tínhamos com ele uma boa relação para o bem da seleção”, acrescentou.

Para o lugar de Teixeira assumirá José Maria Marin, ex-vice-presidente da confederação para a Região Sudeste e ligado à Federação Paulista de Futebol.

Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro e um dos críticos à gestão de Teixeira, prometeu fiscalizar o trabalho do dirigente, que disse que dará continuidade ao trabalho de seu antecessor.

Marin está longe de ser unanimidade entre as federações estaduais, o que poderia levar à convocação de eleições para a escolha de um novo presidente da entidade.

“Vamos fiscalizar de perto o trabalho dele, para que não haja prejuízo ou favorecimento para alguém ou alguma região. Pretendo ter uma reunião com o Marin para resolver algumas questões até porque quando as federações se reuniram para estender o mandato do Ricardo até 2015 era para o presidente ser ele e não A, B ou C”, disse Lopes.

Já Gustavo Feijó, presidente da federação de Alagoas, defendeu Marin. “Não adianta discutir eleições agora se pelo estatuto o Zé fica até 2015. Ele tem um traquejo político para conduzir bem o destino do futebol brasileiro”, afirmou.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Tatiana Ramil

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