31 de Maio de 2012 / às 17:03 / em 5 anos

Boxeadora de Liverpool luta abaixo do peso pela glória olímpica

Por Nick Mulvenney

A peso-leve britânica Natasha Jones, de Liverpool, treina em frente à mídia em Londres, 23 de novembro de 2011. REUTERS/Andrew Winning

31 Mai (Reuters) - Embora Liverpool seja mais conhecida no mundo do esporte pelo futebol, a cidade produziu sua parcela de campeões de boxe ao longo dos anos e Natasha Jonas está determinada a ganhar um lugar muito especial entre eles na Olimpíada de Londres.

O fim de sua caminhada para a qualificação olímpica foi na cidade chinesa de Qinhuangdao no início deste mês, após uma longa jornada em que Natasha teve que lutar contra o preconceito, perder mais 10 quilos para baixar de categoria e destruir os sonhos de uma amiga.

É justo dizer que poucos de seus companheiros lutadores da cidade poderiam produzir um sorriso tão deslumbrante quanto o que a lutadora de 27 anos mostrou com a notícia de que tinha conquistado um lugar no primeiro torneio olímpico de boxe feminino.

“É um sentimento ótimo vir e fazer o que eu queria fazer e me classificar”, sorriu ela.

”Saber que eu vou aparecer na frente de 10.000 pessoas e eles todos vão estar torcendo por mim desta vez é simplesmente irreal. “Eu não vejo a hora de subir naquela arena e mostrar a todos do que se trata o boxe feminino”, disse.

“Não espere nada menos (do que uma medalha), não espere nada menos, é para isso que eu estarei lá”, acrescentou.

Vinda do bairro de Toxteth, Natasha sempre foi esportiva, mas sua ambição original era fazer uma carreira no futebol.

Depois que uma lesão no ligamento cruzado acabou com esse sonho, no entanto, ela se voltou inicialmente às artes marciais antes de começar o boxe no clube amador de Liverpool Rotunda, em 2005.

“Ela não foi bem aceita no início, ela foi a primeira mulher a entrar no Rotunda”, contou à Reuters o amigo da família Robert Douglas, ex-diretor de mídia do clube.

“Eles tinham uma grande tradição de produzir boxeadores lá, mas eles nunca tiveram uma mulher antes.”

“Ela era uma moça grande na época, e estava apenas dando socos muito, muito retos, sem diversidade. Mas ela continuou a melhorar, vencer, brigar com os meninos grandes e nunca reclamar dos socos que levava.”

“DESTRUIR SEUS SONHOS”

Natasha lidou com o problema de como informar à família que tinha começado a treinar boxe simplesmente não contando para eles.

“Ela não me disse, ela teve seis lutas no Rotunda antes de um dos treinadores descobrir que era minha filha e me telefonar”, disse o pai dela, Terry, à Reuters.

“Ela frequenta academias desde que era jovem, fez karatê, kickboxing, boxe tailandês por um tempo (mas) ela ficou um pouco desanimada porque não havia muita competição para ela. Ela realmente gosta de competição.”

O anúncio em 2009 de que o boxe feminino faria sua estreia olímpica em Londres certamente elevou o nível de competição entre as pugilistas britânicas, particularmente porque apenas três pesos entrariam na competição.

Natasha começou a lutar boxe no peso médio, ganhou quatro títulos nacionais e dois da União Europeia no meio médio, mas foi forçada a diminuir de categoria para peso leve para competir por uma vaga nos Jogos de Londres.

A tarefa era difícil, dado que Amanda Coulson, um dos expoentes do boxe amador britânico, também estava tentando se qualificar para essa categoria.

No final das contas, Natasha ganhou a batalha pessoal com sua amiga pela vaga na equipe britânica para o campeonato mundial de Qinhuangdao, que também serviu como eliminatória olímpica.

“Elas fizeram exatamente o mesmo trabalho que eu fiz, é uma pena que eu tive que destruir seus sonhos”, disse ela.

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