27 de Junho de 2012 / às 17:33 / em 5 anos

Espírito olímpico de Londres deverá ser resistente a chuvas

Por William James

LONDRES, 27 Jun (Reuters) - Duzentos e cinquenta mil capas de chuva, um exército de voluntários equipados com guarda-chuvas e casacos de chuva, e cinco meteorologistas dedicados -- deve ser uma Olimpíada britânica.

O planejamento de qualquer evento ao ar livre durante o imprevisível verão britânico, famoso por seu potencial para mais dias chuvosos do que ensolarados, requer a elaboração de planos de contingência e um olhar atento no clima.

Multiplique esse desafio por vários milhões de espectadores, 70.000 voluntários e 10.500 dos melhores atletas do mundo, e então você tem alguma ideia do desafio enfrentado pelos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres.

Meteorologista nacional da Grã-Bretanha, o Met Office tem uma equipe de cinco pessoas trabalhando em previsões meteorológicas para as Olimpíadas, mas disse que era cedo demais para prever com precisão as condições para os Jogos de 27 julho a 12 de agosto.

No entanto, os organizadores estão confiantes que o mau tempo não vai atrapalhar seus planos, e que a relação de amor e ódio entre o público britânico e o clima do seu país provavelmente garantirá um apoio sólido para os atletas.

“Por definição, sendo britânico você não tem escolha, a não ser se preparar para o clima”, disse Debbie Jevans, diretora de esporte do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres (Locog).

Jevans é responsável por garantir que as instalações esportivas em toda a Grã-Bretanha funcionem sem problemas. Ela não está perdendo o sono por causa da possibilidade de tempo chuvoso no meio do verão.

“Isso não me mantém acordada durante a noite. Claramente, se você me desse a escolha de chuva ou sem chuva, você preferiria não ter chuva e isso serve para os espectadores tanto quanto qualquer outra coisa”, disse ela.

“(Mas) nós sabemos desde o primeiro dia quando avaliamos os esportes que eles irão acontecer chovendo ou não, então os planos sempre incluíram isso.”

BENÇÃO DISFARÇADA

Esses planos têm sido extensos.

No Greenwich Park, o parque real mais antigo da Grã-Bretanha, que também faz parte de uma área de patrimônio mundial, consultores especializados foram consultados para garantir que o local esteja apto para o desafio de sediar os eventos equestres.

“Temos trabalhado nas áreas molhadas no parque nos últimos dois anos e pouco”, disse Lee Penrose, gerente de projetos do Sports Turf Research Institute (STRI).

O trabalho deles se concentrou no trajeto aberto de 5,7 quilômetros que é visto como o mais exposto a más condições atmosféricas dos eventos equestres.

O STRI disse que mais de cem milhões de buracos de meio centímetro “finos, mas muito, muito profundos” foram feitos no percurso a cada três semanas para garantir que não havia água sobre a relva.

Além disso, até 40 funcionários armados com dispositivos mecânicos de remoção de água e bombas de mão de último recurso estarão no local para o evento de 30 de julho - caso haja um imprevisto.

“Você nunca pode realmente se planejar para todos os eventos, mas a não ser que haja um dilúvio bíblico, eu acho que o trajeto aberto vai estar muito bem no dia”, disse Penrose.

O tempo chuvoso já experimentado este ano também provou ser uma benção em alguns aspectos. A chuva forte em alguns dos eventos-teste realizados em Londres deu aos planejadores a chance de ajustar os seus preparativos.

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