2 de Agosto de 2012 / às 21:08 / em 5 anos

Espanha quer impedir corredor de competir após "plano de doping"

MADRI, 2 Ago (Reuters) - A Espanha continuará a lutar para impedir o corredor Ángel Mullera de competir em Londres depois de sua implicação em um possível caso de doping, disse o presidente do Comitê Olímpico Espanhol (COE), Alejandro Blanco, nesta quinta-feira.

A Federação Atlética Espanhola (Rfea na sigla em espanhol) retirou Mullera da equipe olímpica no mês passado, depois que um jornal publicou uma troca de emails entre um endereço em seu nome e o de um médico não identificado, na qual um possível plano de doping é discutido.

O atleta disse nunca ter levado o plano adiante e apelou à Corte de Arbitragem do Esporte (CAS na sigla em espanhol) e esta reverteu a decisão da federação, dizendo que a federação adotou “um procedimento impróprio”.

Mas o COE, a Rfea e o conselho de esporte do governo parecem inflexíveis. Blanco disse que pretende “levar este caso até o fim”, segundo a mídia espanhola.

“Ninguém pode brincar com doping e competir nos Jogos, e mesmo a intenção de usar doping deveria impedir a pessoa de estar no evento”, afirmou ele, um dia antes das provas de corrida com barreiras, marcadas para sexta-feira.

“Não se trata só de testar positivo ou não, trata-se de colocar em dúvida se você ou sua equipe estão limpos”, acrescentou.

“Neste caso há mais do que dúvida razoável com a troca de emails.”

Um comitê da Corte de Arbitragem emitiu seu veredito depois de uma audiência em Londres na terça-feira, à qual Mullera e seus dois advogados estavam presentes.

A federação disse ao comitê que sua decisão de afastá-lo da equipe foi motivada pela publicidade negativa que o caso gerou e pela preocupação de que o espírito de equipe da Espanha fosse abalado caso Mullera tivesse permissão de competir.

Eles também deram início a um procedimento disciplinar para puni-lo, embora nenhum sanção ainda tenha sido imposta.

Ao chegar a Londres nesta quinta-feira, Mullera disse estar em boa forma e de olho em uma vaga na final olímpica.

“Sou duro na queda, tenho cabeça dura, sou um profissional e lido com o que é bom e ruim”, disse o atleta de 28 anos à Rádio Marca.

“Continuei treinando, a justiça foi feita e a CAS me ajudou a realizar meu sonho.”

Por Iain Rogers.

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