3 de Agosto de 2012 / às 15:08 / 5 anos atrás

Desacostumado a perder, vôlei feminino conhece nova realidade

Por Pedro Fonseca

Brasileiras comemoram após derrotar a China durante partida de vôlei do Grupo B, em Earls Court, nos Jogos Olímpicos de Londres. 03/08/2012 REUTERS/Ivan Alvarado

LONDRES, 3 Ago (Reuters) - A seleção feminina de vôlei do Brasil, acostumada a um ambiente de mais vitórias do que derrotas, encara agora uma nova situação para não ser eliminada na primeira fase da Olimpíada de Londres, conta minuciosamente os pontos e se mantém atenta ao resultado de outros times.

O Brasil, atual campeão olímpico e que esteve no pódio nos últimos quatro Jogos Olímpicos, precisa torcer contra a Turquia para ter esperanças de avançar para as quartas de final, após sofrer duas derrotas e vencer dois jogos por 3 sets a 2.

A nova regra do vôlei, utilizada pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em Londres, dá 2 pontos ao vencedor e 1 ao perdedor quando o jogo é decidido no tiebreak. Dessa forma, as vitórias brasileira valeram menos que a de adversárias, e o Brasil precisa “secar” as turcas para, ainda assim, avançar com a quarta e última vaga do Grupo B.

“É horrivel, é horrível”, lamentou o técnico José Roberto Guimarães após a vitória por 3 a 2 sobre a China, nesta sexta-feira, que levou o Brasil a 4 pontos em 4 jogos. “Em termos de Olimpíada é inédito, mas é a realidade. Me entristece”, afirmou.

“Infelizmente, a gente tem que tocer para outros times. A gente nunca pensou que ia ter essa situação, mas até agora o time do Brasil não mereceu, pelo que jogou nas três primeiras partidas, a classificação. A verdade é essa”, acrescentou o treinador, que além do título com as mulheres em Pequim-2008 também foi campeão olímpico com o time masculino em Barcelona-1992.

Como abriu o dia de jogos na Earls Court nesta sexta, o Brasil vai precisar esperar a conclusão das outras partidas para saber sua real situação. O principal jogo a ser acompanhado é Coreia do Sul x Turquia, em que uma vitória sul-coreana é o melhor que pode acontecer para as brasileiras.

Se perderem por pelo menos doi sets, as turcas permanecem empatadas em 4 pontos com o Brasil e terão na última rodada, no domingo, um jogo duro contra as atuais campeões olímpicas dos EUA, enquanto o Brasil pegará a Sérvia, que ainda não venceu.

Uma vitória turca, no entanto, deixará a situação brasileira complicada, com até três pontos atrás das concorrentes na classificação.

“Claro que deixa todo mundo angustiada, mas faz parte, é onde nós chegamos. Se nos restar rezar para que a Turquia não tenha um bom resultado, vai ser isso”, disse Paula Pequeno. Melhor jogadora do Brasil na conquista do título na China, Paula vive um mau momento e foi substituída no jogo contra as chinesas.

A situação brasileira poderia ser um pouco melhor se o time tivesse aproveitado os três match points que teve para fechar o jogo com a China em 3 sets a 1, o que lhe daria um ponto a mais na tabela.

No entanto, num episódio que relembrou a derrota para a Rússia na semifinal de Atenas-2004, o time não conseguiu colocar a bola no chão após chegar a 24-21 e viu as adversárias virarem para fechar a parcial em 30-28.

“Foi um pecado, porque a gente podia ter feito três pontos. Agora pelo menos a gente está respirando”, disse o treinador, que considerou esse momento da partida um episódio normal dentro de um “esporte cruel”.

A seleção brasileira precisava dos três pontos para ultrapassar a Turquia na classificação após perder para Coreia do Sul e Estados Unidos e vencer as próprias turcas só por 3 a 2 em seus primeiros jogos. EUA, Coreia do Sul e China são os três primeiros colocados do Grupo B.

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