5 de Agosto de 2012 / às 18:02 / 5 anos atrás

Maior medalhista do Brasil, Scheidt fica dividido após bronze

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - Depois de conquistar sua quinta medalha olímpica, Robert Scheidt estava dividido entre a felicidade por ter ido ao pódio em todas as Olimpíadas que disputou e a frustração de ter ficado com o bronze na classe star da vela, em Londres, neste domingo.

Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada comemoram medalha de bronze obtida na classe star da vela em Londres. REUTERS/Pascal Lauener

O atleta paulista, de 39 anos, tornou-se o maior medalhista olímpico do Brasil, com dois ouros, duas pratas e um bronze, mesmo número de medalhas do também velejador Torben Grael, que tem dois ouros, uma prata e dois bronzes.

“É uma mistura de sensações. Estou muito feliz por ter conquistado mais uma medalha olímpica, porque é muito duro. Quantos atletas chegam como favoritos e saem sem medalha? Os Jogos Olímpicos são um evento muito difícil”, disse Scheidt em nota do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

“Mas é claro que perder uma posição no último dia é complicado, a gente é muito competitivo, não gosta de perder nada”, acrescentou ele, que estava em segundo lugar junto com o parceiro Bruno Prada antes da regata decisiva.

Scheidt subiu ao pódio cinco vezes consecutivas e nunca voltou de uma edição dos Jogos Olímpicos sem medalha. Ele estreou em Atlanta-1996 com o ouro, foi prata em Sydney-2000 e voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em Atenas-2004, sempre na classe laser. Em Pequim-2008, migrou para a star, já com o parceiro Prada, e ficou com a prata.

“É um número muito grande, medalhar em todas é muito difícil. Ir a todos os Jogos de 1996 para cá e sair com uma medalha é muito bom. É fantástico, tenho muito orgulho”, afirmou Scheidt.

SUPRERSA NA ÚLTIMA REGATA

Em segundo lugar na classificação geral depois de dez regatas disputadas, Scheidt e Prada entraram para a ‘medal race’, que colocava em jogo o dobro da pontuação, a oito pontos da dupla britânica Andrew Simpson e Iain Percy.

No entanto, os brasileiros, tricampeões mundiais, optaram por uma estratégia errada e ficaram em sétimo lugar na regata final em Weymouth, vencida pelos suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que tomaram o ouro dos britânicos.

“A gente tinha a impressão de que o vento ia entrar pelo lado esquerdo e se posicionou por ali na largada, mas acabou não acontecendo. Foi um erro estratégico que custou a briga pelo ouro. Já o barco sueco ficou com o lado direito, por onde acabou entrando o vento, e depois nós não conseguimos nos recuperar”, declarou Prada.

Mais preocupados em marcar os brasileiros, Simpson e Percy, ouro em Pequim-2008, acabaram com a inesperada medalha de prata.

“O erro dos ingleses foi que se preocuparam muito com a gente, em vez de ficarem atentos com os suecos, que estavam ganhando a regata, prejudicando a regata deles e a nossa, e com isso abriram espaço para os suecos”, disse Scheidt.

Por Tatiana Ramil, em São Paulo

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