5 de Agosto de 2012 / às 19:22 / em 5 anos

Murray se consagra em casa e frustra sonho de Federer

Por Martyn Herman

O britânico Andy Murray celebra vitória sobre Roger Federer na final dos Jogos de Londres. REUTERS/Stefan Wermuth

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - Quatro semanas depois de chorar copiosamente por perder a final de Wimbledon para o suíço Roger Federer, o britânico Andy Murray voltou à Quadra Central para impor uma doce vingança e saiu com uma medalha de ouro olímpica.

Murray ainda não conquistou um título de Grand Slam, o verdadeiro tesouro do mundo do tênis, mas neste domingo ele fez a partida de sua vida, surfando a onda de euforia olímpica britânica e massacrando o número um do mundo em parciais de 6-2, 6-1 e 6-4.

“Valeu a pena. Tive muitas derrotas duras na carreira, mas esta é a melhor maneira de dar a volta por cima da final de Wimbledon. Nunca vou me esquecer”, disse Murray aos repórteres antes de disputar mais um ouro em dupla mista com a adolescente Laura Robson. Os britânicos acabaram perdendo a final para Max Mirnyi e Victoria Azarenka, de Belarus.

Uma estátua de Fred Perry, o último britânico que venceu o torneio masculino de simples de Wimbledon no longínquo 1936, é vista nas arquibancadas - lembrete das frustrações do tênis da nação ao longo das décadas - mas durante duas horas de ouro deste domingo, Murray afastou os anos de dor.

Sete vezes campeão em Wimbledon, Federer, para muita gente o melhor tenista de todos os tempos, entrou em sua quadra favorita a uma vitória do ‘Golden Slam’ - um ouro olímpico somado aos seus 17 títulos de Grand Slam.

Ele se retirou abatido depois de sofrer sua pior derrota na grama londrina desde que ali pisou pela primeira vez em 1999.

“Para mim foi um ótimo mês. Conquistei Wimbledon, voltei a ser o número um e levei a prata. Não se sintam muito mal por mim”, foi a elegante resposta do mestre suíço ao que, para todos os efeitos, foi uma derrota acachapante.

Murray, que a cada winner recebia urras da plateia, dominou completamente, destilando todo o tipo de veneno que Federer vem infligindo a seus adversários em uma carreira que lhe rendeu 77 milhões de dólares em prêmios, mas que provavelmente não terá a tão cobiçada medalha de ouro olímpica.

A partir do 2-2 no primeiro set, Murray engatou uma sequência de nove games e não parou até tirar o ouro do alcance de Federer.

Mandando bolas impossíveis nos cantoso, ele manteve o rival fora do placar por quase uma hora, e quando Federer enfim venceu um game em 0-5 do segundo set, a partida estava decidida.

Murray não estava disposto a facilitar para Federer como fez na decisão de um mês antes, quando perdeu após vencer o primeiro set.

O escocês encerrou o assunto com um ace e foi à arquibancada abraçar sua família e sua equipe técnica, enquanto a plateia em delírio entoava ‘Andy, Andy’.

“Com certeza é diferente. Conquistei uma medalha de ouro olímpica, não um Grand Slam”, disse Murray, que perdeu as quatro finais de Grand Slam que disputou, três delas para Federer.

“Perdi algumas partidas difíceis em finais difíceis, e isso me machucou muito. Acho que o tênis na Olimpíada está ficando melhor a cada vez, porque agora todos os melhores tenistas estão jogando. É a maior vitória de minha vida.”

O argentino Juan Martin del Potro se uniu a Murray e Federer no pódio depois de derrotar o sérvio Novak Djokovic e ficar com a medalha de bronze.

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