29 de Novembro de 2012 / às 12:52 / 5 anos atrás

Felipão assume seleção e fala em obrigação de vencer Copa em casa

Por Rodrigo Viga Gaier

Luiz Felipe Scolari assume a seleção brasileira e disse que equipe tem a "obrigação" de vencer a Copa do Mundo de 2014. 29/11/2012 REUTERS/Sergio Moraes

RIO DE JANEIRO, 29 Nov (Reuters) - O técnico Luiz Felipe Scolari foi confirmado nesta quinta-feira como novo treinador da seleção brasileira de futebol e disse que a equipe tem a “obrigação” de conquistar o hexacampeonato mundial em 2014, na Copa do Mundo que será disputada pela segunda vez no Brasil.

“Nós temos a obrigação sim de ganharmos o título, porque jogamos em casa. Não fazemos a Copa para ser terceiro ou quarto colocado”, disse Felipão em entrevista coletiva durante sua apresentação.

“Não me sinto pressionado...temos grande equipe, bons jogadores, pretendemos ter um grupo entrosado. Seria pior não classificar para a Copa de 2002 (o Brasil garantiu vaga na última partida) que não ganhar a Copa”, completou ele, lembrando sua primeira passagem pela seleção.

Apesar de falar em obrigação da conquista do sexto título, Felipão reconheceu que o Brasil não é favorito no momento.

“Nosso projeto de mundial começa forte; esse é o grande objetivo... hoje não somos favoritos, mas pretendemos ser no ano que vem”, disse ele, que substitui Mano Menezes, demitido na sexta-feira.

Felipão assume a seleção depois de um ano conturbado no qual, à frente do Palmeiras, conquistou a Copa do Brasil deste ano, mas foi dispensado pela diretoria do clube em setembro, após uma série de maus resultados que culminaram com o rebaixamento da equipe para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Além do treinador, que comandou a seleção em sua última conquista de título mundial, em 2002, na Coreia do Sul e Japão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também confirmou a chegada de Carlos Alberto Parreira, campeão mundial com o Brasil em 1994, para ser coordenador de seleções. “Hoje não somos favoritos, mas em um ano e meio seremos”, reforçou Parreira.

Afinados, Parreira e Felipão sentenciaram que não há outro caminho ao Brasil senão vencer o Mundial de 2014. O objetivo foi traçado ainda do convite à dupla para dirigir a seleção nacional.

“O objetivo é um só: fazer com que o Brasil seja campeão do mundo. Não passa na cabeça de ninguém que, em casa, não sejamos campeões do mundo”, afirmou Parreira, que além do tetracampeonato de 1994 também dirigiu o Brasil na fracassada campanha de 2006, na Copa da Alemanha.

A escolha de Felipão e Parreira, comandantes da seleção nas duas últimas conquistas mundiais da seleção brasileira, foi anunciada pelo presidente da CBF, José Maria Marin, que fez uma defesa da escolha de um técnico brasileiro para o cargo, após especulações de que o ex-técnico espanhol do Barcelona Pep Guardiola teria mostrado interesse no cargo.

“Lamento profundamente que os brasileiros às vezes não reconhecemos o trabalho e idealismo de brasileiros; precisamos dar valor às nossas coisas, a nós mesmos. Os dois são respeitados no mundo inteiro e têm um passado”, declarou.

O dirigente lembrou o fato de o Brasil ter conquistado cinco Copas do Mundo sob comando de treinadores brasileiros e elogiou técnicos que têm se destacado no país, como o técnico do Santos, Muricy Ramalho; do Corinthians, Tite; do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, e do campeão brasileiro Fluminense, Abel Braga.

“Escolhemos então esses dois grandes campeões respeitados não só no nosso país, mas principalmente no mundo inteiro, que é o campeão Luiz Felipe Scolari e o campeão Carlos Alberto Parreira”, disse Marin.

COMISSÃO TÉCNICA

A montagem de toda a comissão técnica da seleção brasileira será definida em breve pela direção da CBF.

O auxiliar técnico de Felipão, Flávio Murtosa, foi confirmado pelo treinador, bem como o preparador físico Paulo Paixão, que esteve no grupo campeão na Coreia do Sul e Japão. A psicóloga Regina Brandão, outra seguidora de Felipão, também será convidada pelo técnico.

A função de supervisor da seleção é disputada por Milton Cruz, do São Paulo, nome ligado ao presidente Marin, e, por Américo Faria, embora haja resistência ao nome dele na CBF.

“Murtosa, o baixinho vem comigo no pacote”, disse Felipão. “Temos tempo para resolver a situação da comissão. Vamos agir com responsabilidade”, emendou Parreira.

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