2 de Abril de 2013 / às 23:55 / em 5 anos

Aldo Rebelo confia em solução para estádio de abertura da Copa

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA, 2 Abr (Reuters) - Haverá uma solução para garantir o financiamento necessário para a construção do estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo, disse nesta terça-feira à Reuters o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Segundo ele, o Corinthians, dono do estádio, a construtora Odebrecht, o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão negociando para encontrar um desfecho que preserve o interesse de todos.

“Há um esforço de parte a parte para que a solução seja encontrada, garantindo o interesse de todos e o interesse do país de fazer a Copa em São Paulo”, afirmou o ministro.

Na semana passada, o conselheiro vitalício do clube e responsável pelo estádio, Andrés Sanches, disse à Reuters que a obra seria interrompida em semanas caso um empréstimo de 400 milhões de reais não fosse liberado. A interrupção colocaria em risco a construção da arena para a abertura da Copa do Mundo.

“Acho que as coisas vão se resolver. Claro que há ainda uma negociação em curso. Mas esse não foi o único caso, houve também o caso do Internacional de Porto Alegre, o caso do Paraná, com o Clube Atlético Paranaense, e acho que no caso do Corinthians também as coisas serão resolvidas”, argumentou Aldo.

O ministro disse que o governo está envolvido na questão porque há dois bancos públicos negociando o empréstimo, mas afirmou que desconhece qual solução está sendo negociada entre as partes.

“Isso não me cabe definir. São os critérios do banco, que são critérios adotados para todos os empréstimos, tanto do BNDES quanto do Banco do Brasil, e a forma de adequação do clube tomador”, acrescentou.

Aldo, porém, segundo uma fonte envolvida na negociação, está conversando com as partes e tentando negociar uma saída para o impasse que pode até mesmo deixar a maior cidade do país fora da Copa do Mundo.

Segundo essa fonte, que pediu para não ter seu nome revelado, o ministro tem mantido contatos e ainda nesta semana pode conversar pessoalmente com uma das partes envolvidas em São Paulo.

O BNDES liberou 400 milhões de reais para a arena paulista --assim como fez com os outros estádios do Mundial-- porém não houve acerto com o banco que vai repassar esse valor a um fundo criado pelo projeto do estádio e liderado pela construtora Odebrecht .

O banco repassador, no caso o Banco do Brasil, não está aceitando as garantias dadas pelo fundo, como as receitas futuras e a venda do chamado “naming rights” da arena, que Sanchez espera chegar a 400 milhões de reais.

Os estádios viraram uma preocupação para a Fifa para o Mundial, depois de sucessivos atrasos e pelo fato de apenas dois dos seis estádios da Copa das Confederações, que ocorre no próximo mês de junho, terem ficado prontos no prazo determinado. Para o Mundial, a entidade que controla o futebol mundial reforçou aos organizadores que todas as 12 arenas devem ser finalizadas em dezembro deste ano.

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