6 de Abril de 2013 / às 15:43 / em 5 anos

Chefe da Mercedes diz que não há favoritismo entre os pilotos

Por Alan Baldwin

Piloto de F1 da Mercedes Lewis Hamilton sai de pit stop durante GP da Malásia. Hamilton nunca pediu para ser priorizado na Mercedes, e as ordens da equipe que o ajudaram a chegar em terceiro no Grande Prêmio da Malásia foram dadas somente por necessidade, de acordo com Ross Brawn, o chefe da escuderia. 24/03/2013 REUTERS/Raymond Ho/Pool

LONDRES, 6 Abr (Reuters) - Lewis Hamilton nunca pediu para ser priorizado na Mercedes, e as ordens da equipe que o ajudaram a chegar em terceiro no Grande Prêmio da Malásia foram dadas somente por necessidade, de acordo com Ross Brawn, o chefe da escuderia.

Em entrevista ao canal Sky Sports F1, Brawn disse que tanto Hamilton, campeão da F1 em 2008, quanto seu colega de equipe, Nico Rosberg, foram ordenados a manter suas posições por causa de um problema de combustível.

Rosberg, que terminou na quarta colocação, pediu repetidamente que Hamilton fosse orientado a lhe dar passagem, por sentir estar mais rápido.

“Não gostei de ter que dar as ordens que dei na Malásia, não é da minha natureza esportiva e acho que a equipe já demonstrou muitas vezes que ficamos à vontade deixando nossos pilotos competirem um com o outro”, afirmou Brawn.

“Do ponto de vista técnico, teríamos parecido extremamente tolos se deixássemos os dois carros ficarem sem combustível”, acrescentou.

Hamilton ficou incomodado com a situação depois da corrida em Sepang, e no pódio disse sentir que Rosberg - que venceu o GP da China do ano passado para a escuderia - deveria estar lá em seu lugar.

O tricampeão aposentado Niki Lauda, presidente não-executivo e acionista da Mercedes, também criticou as ações de Brawn, que disse terem sido erradas pela ótica esportiva.

“Precisamos conversar com Ross, se está é a estratégia a ser usada daqui em diante”, declarou o austríaco depois da prova.

Brawn disse que nem Hamilton nem Lauda estavam cientes do quadro geral na ocasião, e elogiou o piloto por jogar limpo.

“Claro que Lewis quer correr... nas negociações contratuais que tivemos com ele, de nossa parte nunca se mencionou quem seria o primeiro ou o segundo piloto. Tudo que ele quer é paridade”, explicou Brawn.

“Ele quer o mesmo equipamento, a mesma oportunidade, e é ótimo ele não querer favoritismo. Acho que foi por isso que ele se sentiu constrangido”.

Os 27 pontos obtidos no GP da Malásia foram a maior pontuação da Mercedes em uma única corrida desde que incorporou a equipe Brawn.

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