12 de Junho de 2013 / às 17:29 / 5 anos atrás

A um ano da Copa, Fifa diz que há tempo para obras que faltam

Por Pedro Fonseca

O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, caminha ao lado de um funcionário no Maracanã durante visita ao Rio de Janeiro. Valcke, autor da emblemática frase do "chute no traseiro" usada para cobrar mais agilidade dos preparativos do Brasil, disse nesta quarta-feira que a federação internacional está satisfeita com o que foi feito até agora, e ressaltou que ainda há um ano para concluir o que falta. 15/05/2013 REUTERS/Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO, 12 Jun (Reuters) - A Copa das Confederações começa no sábado com só seis estádios prontos dos 12 necessários para o Mundial de 2014 e sem as principais obras de infraestrutura prometidas pelo governo para a Copa do Mundo. Apesar disso, a Fifa garantiu que os exatos 12 meses até o início do torneio são suficientes para concluir os preparativos.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, autor da emblemática frase do “chute no traseiro” usada para cobrar mais agilidade dos preparativos do Brasil, disse nesta quarta-feira que a federação internacional está satisfeita com o que foi feito até agora, e ressaltou que ainda há um ano para concluir o que falta.

Os jogos da Copa das Confederações acontecem em seis das 12 cidades-sede do Mundial, de 15 a 30 de junho, como forma de preparação para o grande evento do ano que vem. No entanto, as obras de mobilidade urbana, de reforma de aeroportos e os projetos de tecnologia não ficaram prontos a tempo para serem utilizados agora, e a previsão é que estarão concluídos somente em 2014.

“O que estávamos esperando para a Copa das Confederações foi feito, e o que temos que fazer para a Copa do Mundo ainda temos 12 meses a fazer”, disse Valcke a jornalistas.

O secretário estava acompanhado de Pelé e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em um evento na praia de Copacabana para marcar a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo, em que foi inaugurado um relógio desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Em balanço das obras divulgado em dezembro do ano passado, o governo informou que nenhum de 53 projetos de mobilidade urbana para a Copa estava pronto, e que a maioria tinha prazo de conclusão em maio de 2014, a um mês do início do Mundial. Nos aeroportos, dos 30 projetos relacionados ao Mundial só oito estavam prontos.

Desde o princípio da preparação brasileira, a Fifa sempre estabeleceu como maior preocupação as obras nos aeroportos e de transportes nas cidades-sede do Mundial, argumentando que o país não apresentava a infraestrutura necessária para receber de 600 mil a 1 milhão de turistas estrangeiros esperados para a competição do ano que vem.

SEM PLANO B

Como apenas dois dos seis estádios da Copa das Confederações ficaram prontos dentro do prazo de dezembro do ano passado, as arenas também passaram a ser alvo de preocupação. O Maracanã e o Estádio Nacional Mané Garrincha, por exemplo, só puderam ser testados a menos de um mês do início da competição.

De acordo com Valcke, a situação das arenas está resolvida e as seis restantes para a Copa do Mundo ficarão prontas até dezembro deste ano.

“Isso vai acontecer”, disse Valcke. “Não há plano B, não há outra solução a não ser ter os 12 estádios. Os 12 estádios são o que todos estão falando, e nesse meio tempo temos que garantir que quando as pessoas vierem ao Brasil, será fácil para elas virem ao Brasil, e é nisso que estamos trabalhando.”

Segundo o ministro Aldo, o país realizou um grande esforço para construir os estádios, melhorar a infraesterutura e os aeroportos, para “fazer com que as 12 cidades-sede possam receber os turistas e as seleções cumprindo a grande expectativa que cerca uma Copa do Mundo no Brasil”.

Sobre os aeroportos, Valcke disse que a Fifa está de acordo com os planos do governo de utilizar instalações temporárias para atender o público esperado para a Copa do Mundo. Na Copa das Confederações não existe a expectativa de problemas aéreos porque somente 3 por cento dos ingressos foram vendidos para torcedores de fora do país.

“Vamos trabalhar para ter certeza que teremos as instalações temporárias para garantir que o fluxo de pessoas seja bom, vai tudo acontecer bem, vai dar certo. Há um entendimento claro de todas as partes do que precisa ser feito.”

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