25 de Junho de 2013 / às 20:30 / em 4 anos

Para Felipão, Brasil já tem uma base e resgatou confiança

Por Tatiana Ramil

O técnico da seleção brasileira de futebol, Luiz Felipe Scolari, durante jogo contra a Itália pela Copa das Confederações, na Arena Fonte Nova, em Salvador, sábado passado. 22/06/2013 REUTERS/Kai Pfaffenbach

BELO HORIZONTE, 25 Jun (Reuters) - Se antes da Copa das Confederações, a seleção brasileira era amplamente questionada, depois de três jogos e três vitórias, o time já tem uma base formada e resgatou parte da confiança perdida com os maus resultados dos últimos anos, segundo o técnico Luiz Felipe Scolari.

Antes de encarar o Uruguai, pela semifinal do torneio, Felipão disse que vê um time em evolução.

“Acho que estamos um pouquinho melhor do que quando começamos em fevereiro, temos uma base, já tivemos chance de trabalhar 15, 20 dias. Isso faz com que nosso grupo vá crescendo, vá melhorando”, disse Felipão em entrevista coletiva no estádio do Mineirão nesta terça-feira, véspera do confronto.

O treinador vai manter contra o Uruguai a equipe dos dois primeiros jogos -com a volta de Paulinho, poupado contra os italianos, ao meio-campo-, mas disse que confia no grupo todo, bem ao estilo “família Scolari”, como ficou conhecido o time campeão mundial de 2002.

“Tenho um esboço de equipe e esta equipe está sendo mantida, mas jogadores que têm entrado tem me dado total tranqulidade para colocar A, B ou C.”

De acordo com o técnico, o desempenho do time nos triunfos diante de Japão, México e Itália, fez com que o time e a torcida retomassem a confiança no Brasil.

“Os treinadores das equipes sempre nos respeitaram. Alguma dúvida tinham se nós tínhamos uma seleção forte realmente, e eles estão vendo que temos uma seleção já num bom caminho”, disse ele, antes de ressaltar que faltam algumas coisas para que o time esteja no nível dos melhores do mundo.

“Estamos resgatando um pouquinho daquela história da seleção, mas falta um caminho bem longo ainda para falarmos que está tudo em ordem.”

As vitórias na Copa das Confederações parecem ter deixado até Felipão mais relaxado. Nas entrevistas, ele tem feito até piadas, e nos últimos dois dias conversou com os jornalistas de maneira descontraída e tomando chimarrão no hotel da seleção em Belo Horizonte.

Na primeira passagem dele pela seleção brasileira e em clubes que comandou, houve alguns conflitos com a imprensa, e Felipão costumava dar respostas mais ríspidas.

“Não estou light, não estou diferente, eu sou o mesmo. Às vezes eu quero mandar um para o inferno”, disse ele, explicando que tem sido orientado pela comissão técnica e assessores a ser mais contido.

ELOGIOS AO URUGUAI

Felipão acredita que o Uruguai chega à semifinal da Copa das Confederações motivado pela vitória sobre a Venezuela na última rodada das eliminatórias do Mundial de 2014 e pela boa campanha no torneio no Brasil.

Mesmo com o triunfo, os uruguaios estão apenas em quinto nas eliminatórias, correndo o risco de ficar fora da Copa.

“Eles hoje passam por alguma dificuldade, mas passaram a ter mais confiança e jogam uma Copa das Confederações muito boa. Tem uma estabilidade, um sistema definido. Com a volta da confiança, aumenta a dificuldade para nós”, disse.

O treinador brasileiro elogiou o trio ofensivo do Uruguai formado por Forlán, Suárez e Cavani, a defesa comandada por Lugano, e também destacou que a equipe de Oscar Tábarez mantém a base que foi quarta colocada no Mundial de 2010 e campeã da Copa América de 2011.

“Eles têm uma equipe completa (em todos os setores), com 90 por cento daqueles que disputaram a última Copa e têm muita qualidade”, afirmou Felipão.

O treinador brasileiro não quer nem ouvir falar em um possível ‘Mineirazo’, uma repetição da derrota do Brasil para o Uruguai por 2 x 1, na final da Copa de 1950, num resultado que chocou os torcedores e ficou conhecido como ‘Maracanazo’.

“Eu não era nascido... aconteceu uma derrota, naquela oportunidade o Uruguai foi melhor, (mas) não tem nada de psicológico, nada que influencie o jogo de amanhã”, disse ele, acrescentando que nem sempre uma derrota é negativa.

“Toda derrota tem algum impacto, às vezes a vitória mascara e a derrota te mostra caminhos.”

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