2 de Outubro de 2013 / às 14:30 / 4 anos atrás

Fifa aprofunda investigação sobre sedes das Copas de 2018 e 2022

Por Mike Collett

Pessoas observam troféu da Copa Mundial da Fifa no aeroporto de Juan Santamria, na Costa Rica. O chefe da área de investigação da Fifa está aprofundando a análise dos polêmicos procedimentos de votação que escolherem as sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022. 27/09/2013 REUTERS/Juan Carlos Ulate

LONDRES, 1 Out (Reuters) - O chefe da área de investigação da Fifa está aprofundando a análise dos polêmicos procedimentos de votação que escolherem as sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022.

Michael Garcia, um ex-advogado de Nova York e chefe da unidade de investigação do comitê de ética da Fifa, visitará cada país diretamente envolvido na votação dos Mundiais, que serão sediados na Rússia, em 2018, e no Catar, em 2022.

O procedimento de votação para 2022 foi alvo de acusações generalizadas de corrupção ou violação das regras. Nesta semana a Fifa irá estudar se muda a data do torneio para evitar o calor do verão no Catar.

“Realizarei entrevistas em vários locais, e espero que aqueles que têm alguma informação, mesmo que não estejam obrigados a fornecê-la a mim, concordem em conversar comigo”, disse Garcia à revista semanal France Football, nesta terça-feira.

“Meu objetivo é submeter um relatório que cubra a campanha para a Copa do Mundo e o processo de escolha”, acrescentou.

Uma fonte próxima do processo de escolha das sedes disse à Reuters que “é amplamente sabido nos círculos da Fifa o que aconteceu no que diz respeito ao Catar”.

“Houve uma interferência política inquestionável, o que é expressamente proibido pela Fifa, e votos prometidos a um país foram transferidos para o Catar mais tarde”.

“As regras foram ignoradas e agora a Fifa tem um grande problema para resolver”, acrescentou a fonte, falando sob condição de anonimato.

Garcia irá reexaminar alegações sobre o processo de votação, que chegou ao clímax em Zurique no dia 2 de dezembro de 2010, quando a Fifa escolheu as duas sedes no mesmo dia, algo que seu presidente, Joseph Blatter, posteriormente admitiu ter sido um erro.

Embora não haja dúvida de que a Rússia irá sediar a Copa de 2018 como planejado, o comitê executivo da Fifa se reunirá na sexta-feira e pode concordar em princípio em alterar o torneio de 2022 para uma época mais amena do ano.

Além da questão do calor e da humidade em junho e julho, na semana passada surgiram alegações de maus tratos e mortes entre trabalhadores imigrantes contratados para atuar nos projetos de infraestrutura da Copa do Mundo.

A Reuters obteve uma cópia do documento de registro da campanha --um arquivo de 67 páginas que especifica as condições requeridas para concorrer à vaga--, que afirma que a Copa do Mundo de 2022 deve ser disputada durante o verão do hemisfério norte.

Também na semana passada, Blatter declarou que a Copa do Mundo deve “em princípio” acontecer em junho ou julho, mas estas duas palavras não constam das cláusulas relacionadas ao calendário do torneio.

“As competições da Copa do Mundo da Fifa estão marcadas para acontecer como segue: a 21ª edição em junho e/ou julho de 2018; a 22ª edição em junho e/ou julho de 2022”, diz o documento.

A Copa das Confederações, o torneio de oito seleções que antecede o Mundial em um ano, está marcado para junho tanto em 2017 quanto em 2021.

Reportagem adicional de Gregory Blachier em Paris

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