26 de Novembro de 2013 / às 14:42 / em 4 anos

Blatter condena ofensas "racistas" de torcedores do Betis a brasileiro Paulão

MADRI, 26 Nov (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou os torcedores do Real Betis que aparentemente entoaram cantos racistas contra o jogador brasileiro Paulão, do próprio time, após ele ser expulso na derrota para o Sevilla, por 4 x 0, no domingo.

Presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante coletiva de imprensa em Doha. Blatter criticou os torcedores do Real Betis que aparentemente entoaram cantos racistas contra o jogador brasileiro Paulão, do próprio time, após ele ser expulso na derrota para o Sevilla, por 4 x 0, no domingo. 9/11/2013. REUTERS/Fadi Al-Assaad

A TV espanhola mostrou rapidamente um grupo de fãs do Betis parecendo ofender Paulão, gritando frases racistas e imitando macacos, depois que ele foi expulso na partida no estádio Sánchez Pizjuán. O incidente não foi mencionado na súmula do juiz.

“Estou enojado por saber de ‘torcedores’ ofendendo racialmente um jogador do Betis”, escreveu Blatter em sua conta do Twitter, nesta terça-feira.

“Eu condeno as ações deles, que foram vistas na TV e online por milhões”, acrescentou o suíço.

“Os membros da Fifa aprovaram uma resolução no congresso de maio para combater a discriminação. É hora de sanções mais duras.”

A entidade que dirige o futebol mundial decidiu em maio que evidências de racismo devem ser punidas com uma advertência, uma multa e/ou a realização da partida a portas fechadas para “um primeiro ou pequeno delito”.

“Para a reincidência ou para incidentes graves, devem ser impostas sanções como a perda de pontos, expulsão de uma competição ou rebaixamento”, disse a entidade.

O Betis publicou um breve comunicado em sua conta no Twitter depois da partida, no qual disse que o clube condena qualquer “ato racista ou violento”, seja direcionado a um oponente ou a jogadores do próprio time.

Paulão disse que as imitações de macaco foram “um ato vergonhoso” e “muito feio”.

“Minha família, no Brasil e também aqui na Espanha, está triste e preocupada”, declarou, segundo a mídia espanhola.

“Quando deixei o campo, eu só estava aborrecido por ter sido expulso, e nem notei, mas meus amigos me contaram depois. É bom que isto receba bastante atenção para que sejam tomadas medidas. Nós somos todos iguais. A cor da pele não muda nada.”

Reportagem de Iain Rogers

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