19 de Fevereiro de 2014 / às 17:18 / em 4 anos

Técnicos de Camarões e México citam Brasil favorito e buscam 2º lugar no grupo

Por Tatiana Ramil

Técnico do México, Miguel Herrera, gesticula enquanto o jogador Juan Carlos Valenzuela cobra um lateral durante partida constra a Nova Zelândia pela repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo, em Wellington, na Nova Zelândia. 20/11/2013. REUTERS/Anthony Phelps

FLORIANÓPOLIS, 19 Fev (Reuters) - Os técnicos de Camarões, Croácia e México jogaram para a seleção brasileira todo o favoritismo no Grupo A e disseram, em Florianópolis, que buscam o segundo lugar na chave para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo.

“O Brasil joga em casa, é o favorito e, além disso, é o mais forte do mundo, a história diz”, afirmou o treinador mexicano, Miguel Herrera, a jornalistas no Costão do Santinho, local de um seminário das seleções com a Fifa a partir desta quarta-feira.

“Mas vamos com tudo, sabemos que ganhar a primeira vai ser importantíssimo, para depois lutar contra as outras duas equipes pelo bilhete premiado, pois todos dizem que só vai haver uma vaga no grupo, porque seguramente a outra vai ser do Brasil.”

A Croácia completa o Grupo A e é a adversária da equipe comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari na estreia do Mundial, dia 12 de junho, em São Paulo.

“Está muito clara a situação, porque o Brasil não é apenas favorito no grupo, mas para ganhar o torneio. Os outros vão brigar pelo segundo lugar”, disse o treinador croata, Niko Kovak, que elogiou o atacante Neymar, mas afirmou que todo o time “é de primeiro nível”.

Para o técnico de Camarões, Volker Finke, a partida contra o Brasil será especial por se tratar do time anfitrião e pentacampeão mundial.

“Primeiro temos de pensar no México e na Croácia. O Brasil é um jogo bônus. É muita emoção, eu acho que todos os jogadores, contra o Brasil, terão uma grande motivação, mas a dificuldade é maior”, disse Finke, segundo o site do governo federal sobre a Copa.

TORCIDA CONTRA

No entanto, o treinador do México, equipe que causou frustrações ao Brasil recentemente, como na vitória na final dos Jogos Olímpicos de Londres, ressaltou que a torcida pode se virar contra o time brasileiro em caso de dificuldades.

“A torcida vai estar toda contra nós, mas temos a ideia que essa pressão pode virar contra os brasileiros se jogarmos bem, mas sabemos que é uma equipe muito difícil”, disse.

Representantes das 32 seleções do Mundial estão reunidas em Florianópolis em um seminário da Fifa para tratar de questões de organização e logística do torneio. Oito equipes não enviaram seus técnicos: Argentina, Alemanha, Chile, Itália, Japão, Bélgica, Argélia e Coreia do Sul.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que participou da abertura do seminário nesta quarta-feira, explicou que estão sendo repassadas informações sobre os preparativos da Copa para as delegações sobre estádios, segurança, hotelaria, transporte e saúde.

Aldo disse acompanhar “no detalhe” o andamento das obras nos estádios que ainda não estão prontos e comemorou a manutenção de Curitiba no torneio, decisão anunciada na terça-feira, apesar das obras atrasadas na Arena da Baixada.

“As obras estão evoluindo, estamos com algum atraso em alguns estádios, mas na expectativa de realizar os eventos-teste que são importantes e fazer bem a Copa. Estou acompanhando tudo no detalhe’”, afirmou ele.

“Ontem tivemos uma boa notícia sobre Curitiba. Precisamos, naturalmente, manter o ritmo que foi retomado com mais vigor”, acrescentou.

Com reportagem adicional de Reuters TV

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