24 de Fevereiro de 2014 / às 18:34 / em 4 anos

Dilma se diz confiante com obras de aeroportos para Copa e rebate crítica a "puxadinhos"

RIO DE JANEIRO, 24 Fev (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que acredita na conclusão das obras de aeroportos a tempo para a Copa do Mundo, apesar dos atrasos, e rejeitou críticas aos chamados “puxadinhos” erguidos para receber os passageiros em terminais que não ficarão prontos para o Mundial.

A presidente Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, em Bruxelas. 24/02/2014 REUTERS/Francois Lenoir

O atraso nas obras de aeroportos reflete uma situação geral de descumprimento de prazos nos preparativos do país para receber a Copa, o que inclui estádios ainda sem concluir a quatro meses do início da competição, projetos de mobilidade urbana abandonados e a construção de instalação temporária em ao menos um aeroporto de cidade-sede do Mundial para suprir a demanda.

“Eu não acredito que as obras não ficarão prontas para a Copa do Mundo. Tem muita obra ficando pronta para a Copa do Mundo”, disse Dilma a jornalistas em Bruxelas, onde participou nesta segunda de uma cúpula Brasil-União Europeia.

“Os aeroportos de Galeão e de Confins não têm grandes alterações a fazer para a Copa. As alterações que vão ser feitas em Confins (MG) e no Galeão (RJ) são para nós, ocorrerão para nós. Todas as obras previstas de modificação de aeroporto para Galeão e Confins foram feitas, as outras dizem respeito ao aumento de demanda natural nossa, que nada tem a ver com a Copa”, acrescentou.

Apesar do otimismo de Dilma sobre as obras no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, reconheceu na semana passada após visitar o local que alas de embarque e desembarque do terminal 1 vão continuar em obras mesmo depois do Mundial.

Em Confins, segundo a Infraero, somente 41 por cento dos trabalhos previstos para o aeroporto estavam concluídos até dezembro de 2013. Os dois aeroportos, que foram leiloados pelo governo à iniciativa privada em novembro de 2013, só devem passar para as mãos dos consórcios vencedores depois do Mundial, que vai de 12 de junho a 13 de julho.

Os torcedores que chegarem para as seis partidas da Copa que serão disputadas em Fortaleza, incluindo uma das quartas de final, serão conduzidos para uma estrutura provisória de lona devido aos atrasos nas obras do aeroporto. O prazo final para a conclusão de um novo terminal local foi estendido para 2017.

Atrasos nos aeroportos de Salvador e Cuiabá também forçam autoridades a considerar planos alternativos. Dilma, no entanto, defendeu a construção das estruturas temporárias.

“Não são ‘puxadinhos’, não senhor”, disse Dilma, em resposta ao ser questionada sobre essas estruturas. “Se fossem puxadinhos seriam bem baratinhos, e não é baratinho... Alguns deles têm durabilidade até para além da Copa, a maioria.”

No caso dos três maiores aeroportos que já estão sob administração privada como parte do programa de concessões do governo --Guarulhos e Viracopos em São Paulo e o aeroporto de Brasília--, Dilma fez elogios aos trabalhos feitos até o momento.

“Muitas obras vão ficar prontas para além da necessidade da Copa. Estou perfeitamente satisfeita”, disse a presidente, que também participou na Bélgica de um encontro com empresários europeus.

PROTESTOS

No mesmo dia em que pesquisa Datafolha apontou queda para 52 por cento (ante 79 por cento em novembro) no apoio dos brasileiros à realização do Mundial no país, Dilma disse na entrevista que o Brasil terá de conviver com a onda de protestos iniciada em junho do ano passado durante a Copa das Confederações, mas reforçou que o governo está determinado a coibir a violência.

“Nós temos de ter o compromisso de garantir a preservação das condições de manifestação. Isso passa por não quebrar o patrimônio público e privado, não ferir as pessoas, não matar as pessoas, com isso não se pode ter complacência, isso tem de coibir”, disse.

“A posição do governo é coibir. No entanto, não se pode, em nome disso, impedir manifestação. Nós vamos ter de conviver com isso.”

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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