23 de Abril de 2014 / às 23:14 / em 4 anos

Técnico uruguaio elogia e diz que seleção brasileira é perigosa

Por Malena Castaldi e Irene Schreiber

MONTEVIDÉU, 23 Abr (Reuters) - A seleção uruguaia precisa fortalecer seu trabalho defensivo e explorar todo o potencial de seus atacantes na Copa do Mundo, disse o técnico Oscar Tabárez, que classificou o Brasil como candidato ao título e um adversário perigoso, especialmente após o título da Copa das Confederações.

“Se alguém fala de campeonatos mundiais de futebol... se tem que associar com um país, para mim a primeira palavra que vem à mente é Brasil”, disse Tabárez em entrevista à imprensa internacional.

“Eles estão esperando por isso e têm dito diretamente que o objetivo é vencer a Copa, sem qualquer subterfúgio, e eu acho que isso os torna perigosos, além de jogar em casa e não ter nenhum problema de adaptação às condições climáticas”, acrescentou.

O Uruguai está no Grupo D da Copa do Mundo, que será disputada de 12 de junho a 13 de julho, e na fase inicial da competição enfrentará Costa Rica, Inglaterra e Itália.

“Se nós temos alguns jogadores que estão maduros, temos de fazer coisas em função de favorecer as coisas que esses jogadores podem fazer em campo e torná-los uma dor de cabeça maior possível para as defesas rivais”, declarou Tabárez nesta quarta-feira.

O Uruguai tem atletas importantes como o atacante Luis Suárez, artilheiro do Liverpool e do Campeonato Inglês, e Edinson Cavani, do Paris Saint Germain.

“Vamos nos preparar bem e reforçar as coisas que têm a ver... com o aspecto defensivo”, disse ele, em referência a uma das áreas que precisam de ajuste.

“Se não fizermos o trabalho defensivo que sempre fizemos e colocarmos esforço e conscientização sobre estes aspectos, podemos ter problemas”, declarou o “Maestro” Tabárez.

O treinador acrescentou que um mês de preparação não é suficiente para mudar a essência do jogo que o Uruguai mostrou há quatro anos no Mundial da África do Sul, onde foi quarto colocado, mas pode melhorar a intensidade e a exposição física dos jogadores no campo.

Neste sentido, ele ressaltou que a chave está em fortalecer os aspectos em que a seleção é forte e trabalhar nos pontos fracos para que os adversários não se imponham.

O treinador disse que seria uma “surpresa” se o Uruguai chegar à final da Copa do Mundo, considerando que o país tem uma população de 3,3 milhões de habitantes e uma disponibilidade limitada de novos jogadores.

No entanto, ele destacou que a “celeste” ganhou respeito recentemente por sua atuação contra grandes equipes, o que se reflete no quinto lugar no ranking da Fifa.

“Nos últimos tempos temos tentado enfrentar as seleções de elite... e acho que em algumas circunstâncias nós mostramos que podemos jogar de igual para igual, independentemente de qual seja o resultado final”, comentou.

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