28 de Abril de 2014 / às 19:13 / em 4 anos

Daniel Alves recebe apoio de todos os lados após incidente racista

MADRI, 28 Abr (Reuters) - O Barcelona, ​​uma série de outros jogadores e até mesmo a presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro italiano apoiaram Daniel Alves após ele dar uma resposta inteligente a uma provocação racista, comendo uma banana atirada ao campo quando foi cobrar um escanteio durante jogo do Campeonato Espanhol contra o Villarreal, no domingo.

Daniel Alves, que já tinha adotado anteriormente uma posição contra o racismo na Espanha, pegou a banana jogada na frente dele por um torcedor, rapidamente a descascou e deu uma mordida antes de jogar o restante e chutar a bola.

“Somos todos macacos, somos todos iguais, racismo não”, escreveu o atacante do Barça e da seleção brasileira Neymar em seu Twitter com uma foto dele segurando uma banana descascada, um dos vários jogadores que manifestaram seu apoio de uma forma similar.

A presidente Dilma Rousseff, que já havia se manifestado contra o racismo no futebol, comentou a reação do lateral-direito brasileiro: “O jogador Dani Alves deu uma resposta ousada e forte ao racismo no esporte”, escreveu Dilma no Twitter.

“O Brasil na Copa das Copas levanta a bandeira do combate à discriminação racial. Vamos mostrar que nossa força, no futebol e na vida, vem da nossa diversidade étnica e dela nos orgulhamos”, acrescentou.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, apareceu em uma foto segurando uma banana, juntamente com o técnico da Itália, Cesare Prandelli, para mostrar o seu apoio a Daniel Alves.

O Barcelona prometeu anteriormente seu “total apoio e solidariedade” ao jogador e se referiu a “insultos dos quais ele foi vítima num setor da torcida”.

Eles também agradeceram ao Villarreal por imediatamente condenar os responsáveis.

“A condenação imediata do clube aos incidentes é um passo na direção certa para em primeiro lugar isolar e, em seguida, erradicar completamente da arena esportiva este tipo de comportamento”, disse o Barça.

O Villarreal afirmou ter identificado o culpado, mas não divulgou o nome do torcedor, e que havia retirado sua filiação e o proibiu de ir ao estádio para o resto da vida.

“Ao mesmo tempo, o Villarreal CF reitera o seu firme apoio ao respeito, igualdade, comportamento esportivo e jogo limpo dentro e fora de campo”, disse o clube em seu site.

O futebol europeu tem sofrido há bastante tempo com casos de racismo de torcedores e as ligas são criticadas por não agirem com rigor suficiente para combater o problema.

A Uefa, entidade que controla o futebol europeu, tem feito uma campanha para tentar combater os comportamentos racistas e promover o respeito.

No ano passado, Daniel Alves reclamou de racismo depois que torcedores do Real Madrid imitaram sons de macaco na semifinal da Copa do Rei, e disse que os esforços na Espanha contra o racismo eram uma “guerra perdida”.

Por Iain Rogers, com reportagem adicional de Daniel Alvarenga, em Lisboa

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