8 de Maio de 2014 / às 15:58 / em 4 anos

Despedida de Drogba ofusca campanha marfinense

Por Mark Gleeson

8 Mai (Reuters) - Didier Drogba fará sua última apresentação pela Costa do Marfim num torneio importante no Brasil, mas o país do oeste africano espera que uma nova geração de atacantes possa fazer com que eles sobrevivam à primeira fase da Copa do Mundo.

Aos 36 anos, Drogba tem funcionado como talismã para o seu país, liderando-o nas últimas duas Copas do Mundo e cinco bem-sucedidas Copas das Nações Africanas. Ele está no crepúsculo de sua carreira após marcar 61 gols em 99 partidas.

Drogba não tem mais vaga garantida no time titular, já que os marfinenses podem contar com Wilfried Bony, Seydou Doumbia ou Lacina Traoré para liderar o ataque.

Salomon Kalou e Gervinho permitem mais opções, enquanto a dependência de Drogba tem se dissipado nos últimos 18 meses.

Uma transição repentina para uma geração envelhecida de jogadores carismáticos como Kolo Touré, seu irmão Yaya e o ocasional capitão Didier Zokora somada a um grupo de talentos emergentes, é o que o técnico Sabri Lamouchi está esperando para o Brasil.

“Um time que não muda, não evolui”, disse Lamouchi em uma recente entrevista à Reuters.

Lamouchi disse que os marfinenses acertaram entre si uma meta de avançar na fase de grupos, onde os seus oponentes são Colômbia, Grécia e Japão na chave C.

“A Costa do Marfim nunca fez isso antes, e depois disso, uma vez que você esteja no mata-mata, há uma sensação de que tudo é possível.”

Eles têm melhores chances do que nas últimas duas participações. Foram eliminados depois de duas partidas em 2006, na Alemanha, após perder da Argentina e da Holanda, antes de vencer Sérvia e Montenegro.

Na África do Sul, quatro anos depois, empataram com Portugal, perderam do Brasil e venceram a Coreia do Norte, mas os quatro pontos não foram suficientes para a sobrevivência no torneio.

As falhas consistentes nas Copas das Nações Africanas renderam uma reputação de “amarelões”. Desenvolveram o hábito de passear durante os primeiros jogos, antes de fazerem uma atuação tediosa e serem eliminados na fase de mata-mata.

Duas vezes nos últimos cinco torneios, eles perderam a decisão da Copa das Nações Africanas nos pênaltis.

Mas com ambições mais modestas no Brasil e sem a pressão de serem encarados como um time favorito, pode ser uma bem-sucedida canção de despedida para Drogba e boas-vindas para jogadores como Serge Aurier e Bony.

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