March 12, 2008 / 4:48 PM / 11 years ago

Governador de NY renuncia após escândalo com prostituta de luxo

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - O governador do Estado de Nova York, Eliot Spitzer, enredado em um escândalo sexual envolvendo a contratação de uma prostituta de luxo, comunicou na quarta-feira sua renúncia ao cargo.

Com a renúncia, Spitzer põe fim a uma carreira iniciada com investigações enérgicas sobre crimes financeiros cometidos em Wall Street.

O vice-governador David Paterson deve substituí-lo a partir de segunda-feira, afirmou o atual dirigente.

“Estou renunciando ao cargo de governador. A pedido do vice-governador Paterson, a renúncia entrará em vigor na segunda-feira, dia 17 de março”, afirmou Spitzer.

O governador, do Partido Democrata, passou a sofrer uma enorme pressão para renunciar e ouviu ameaças de impeachment dos republicanos após o jornal The New York Times ter informado, na segunda-feira, que Spitzer havia sido flagrado por escutas feitas pela polícia federal combinando um encontro com uma prostituta.

Spitzer, 48, casado e pai de três filhos, é um ex-procurador-geral de Nova York que ficou conhecido ao investigar crimes financeiros com um rigor tal que ganhou o apelido de Xerife de Wall Street.

Ainda naquele cargo, Spitzer desbaratou redes de prostituição.

Na segunda-feira, o governador pediu desculpas a sua família e aos eleitores pelo que descreveu como sendo uma “questão particular”, mas não especificou o motivo exato de seu pedido de desculpas. Logo depois, Spitzer fechou-se em seu apartamento na cidade de Nova York durante dois dias.

Cerca de 70 por cento dos eleitores nova-iorquinos desejam a saída de Spitzer do cargo, segundo uma pesquisa da WNBC/Marist realizada na terça-feira.

O ex-procurador-geral, que ganhou publicidade e inimigos ao investigar crimes financeiros, tornou-se governador após ter recebido cerca de 70 por cento dos votos na eleição de novembro de 2006 prometendo acabar com a corrupção no Estado.

O Times, citando um membro não identificado das forças de segurança, disse na segunda-feira que Spitzer era o homem identificado como o “Cliente Nove” em um documento do Poder Judiciário revelando os detalhes de uma investigação sobre uma rede de prostituição.

O Cliente Nove marcou um encontro com “Kristen”, uma prostituta que cobrou 1.000 dólares a hora, no dia 13 de fevereiro. Os dois ficaram em um hotel de Washington, e Spitzer pagou 4.300 dólares no total, afirmou o documento da Justiça.

A ação judicial que veio a público na semana passada acusa quatro pessoas de comandarem uma rede de prostituição chamada The Emperors Club (o clube dos imperadores).

Não se sabe ainda se Spitzer enfrentaria qualquer tipo de acusação formal devido ao caso.

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