21 de Novembro de 2007 / às 10:59 / em 10 anos

Cientistas produzem célula-tronco embrionária sem embriões

Por Maggie Fox

<p>Pesquisadores transformaram c&eacute;lulas cut&acirc;neas comuns em c&eacute;lulas que t&ecirc;m apar&ecirc;ncia e comportamento de c&eacute;lulas-tronco embrion&aacute;rias humanas -- mas sem usar a tecnologia de clonagem e sem produzir embri&otilde;es. Photo by Reuters (Handout)</p>

WASHINGTON (Reuters) - Pesquisadores transformaram células cutâneas comuns em células que têm aparência e comportamento de células-tronco embrionárias humanas -- mas sem usar a tecnologia de clonagem e sem produzir embriões.

O feito, divulgado na terça-feira, poderá levar à criação de órgãos sob medida para seres humanos, mas sem os entraves políticos, científicos e éticos do uso de óvulos e embriões humanos.

A Casa Branca imediatamente elogiou a descoberta, devido à tradicional oposição do presidente George W. Bush à pesquisa com embriões, embora os cientistas tenham alertado que a novidade não significa o fim das pesquisas com embriões.

“Não estávamos evitando a polêmica ética -- só pensamos que seria uma abordagem alternativa que funcionaria mais rápido”, disse James Thomson, da Universidade de Winsconsin em Madison, que liderou uma das equipes.

“Este trabalho representa um tremendo marco científico, o equivalente biológico do primeiro avião dos irmãos Wright”, afirmou Robert Lanza, da Advanced Cell Technology, empresa de Massachusetts que trabalha no mesmo campo.

“Não é prático usar (a técnica) agora, mas poderá ser em poucos anos. É realmente o Santo Graal -- conseguir tirar algumas células de um paciente, por exemplo, uma lâmina da bochecha ou algumas poucas células cutâneas, e transformá-las em células-tronco em laboratório.”

Os pesquisadores admitem que levará anos até que a técnica possa ser usada em tratamentos médicos. Mais imediatamente, ela poderá ser usada para estudar doenças.

“Temos de ter certeza de que as células são seguras”, observou por email Shinya Yamanaka, das universidades de Kyoto (Japão) e San Francisco (Califórnia).

Yamanaka e seus colegas relataram suas conclusões na revista Cell. Thomson e seus colegas escreveram sobre seu trabalho na revista Science.

As novas células são chamadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), e são muito semelhantes às células-tronco embrionárias -- que funcionam como “manual de instruções” para todas as células e tecidos do corpo humano.

Ambas as equipes usaram apenas quatro genes para transformar as células cutâneas, chamadas fibroblastos, em iPS.

A equipe de Yamanaka colocou as células para se transformarem em células cardíacas, que então bateram em uníssono.

Cada método deve ser patenteado separadamente.

As duas equipes dizem que as novas células ainda não estão prontas para o uso em pessoas porque usaram um retrovírus para transportar os novos genes até as células cutâneas. Não se sabe se esse vírus seria capaz de provocar mutações genéticas, que provocariam câncer e outros efeitos colaterais.

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