May 21, 2014 / 3:08 PM / 4 years ago

Corte egípcia condena presidente deposto Mubarak a 3 anos de prisão

CAIRO (Reuters) - O presidente deposto do Egito Hosni Mubarak foi sentenciado nesta quarta-feira a três anos de prisão, após ser condenado por desvio de dinheiro público.

O veredicto deve agradar a muitos dos egípcios que viveram três décadas de autocracia sob Mubarak antes da revolta popular que o derrubou, em 2011.

Mas as autoridades do país ainda leais a ele permanecem influentes. Grupos de direitos humanos dizem que as práticas abusivas na área de segurança estão vivas até hoje, uma vez que outro ex-militar é o favorito para ganhar a eleição presidencial na próxima semana.

Os dois filhos de Mubarak foram condenados a quatro anos de prisão pelas mesmas acusações de desvio de dinheiro público que deveriam ser investidos na renovação de palácios presidenciais, mas foram usados para reformar propriedades familiares.

“Ele (Mubarak) deveria tratar as pessoas próximas e distantes da mesma maneira”, disse o juiz Osama Shaheen, de 86 anos, sobre o líder, presente no tribunal ao lado dos filhos Gamal e Alaa.

“Em vez de respeitar a Constituição e as leis, ele deu a si mesmo e aos filhos a liberdade de usar recursos públicos como quisessem sem supervisão e sem respeito”, acrescentou.

Mubarak passou 23 meses na prisão desde o levante que o derrubou até agosto de 2013, quando foi transferido para prisão domiciliar. Não ficou claro, no entanto, se o tempo em que ele já ficou preso será descontado da sentença, mas fontes disseram à Reuters não esperar que Mubarak vá cumprir os três anos na prisão.

Eles disseram que seus filhos, que já passaram três anos na prisão, provavelmente não vão cumprir toda a pena. Quatro outros acusados ​​foram absolvidos.

O ex-chefe de inteligência de Mubarak, Abdel Fattah al-Sisi, está prestes a ser eleito presidente em uma votação na próxima semana, que poderia aumentar a legitimidade de um governo apoiado pelos militares.

Desde que o ex-chefe do Exército Sisi liderou a derrubada do presidente islâmico eleito Mohamed Mursi, em julho, os tribunais têm dado penas mais severas para os membros da Irmandade Muçulmana, de Mursi, e ativistas.

O Judiciário é considerado pelos críticos como parte do aparelho de repressão do Estado contra os dissidentes.

Muitos ativistas proeminentes recentemente tiveram penas mais duras pela participação em protestos de rua do que a aplicada nesta quarta-feira a Mubarak, que foi punido por desviar milhões enquanto servia como presidente.

Membros da Irmandade, incluindo o guia espiritual do movimento islâmico, foram condenados à morte.

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