May 23, 2014 / 12:22 PM / 4 years ago

Premiê tailandesa deposta é convocada para reunião com militares

Por Amy Sawitta Lefevre e Robert Birsel

BANGCOC (Reuters) - O chefe do Exército tailandês, Prayuth Chan-ocha, convocou a primeira-ministra destituída recentemente, Yingluck Shinawatra, para uma reunião nesta sexta-feira, um dia após ter tomado o poder em um golpe de Estado sem derramamento de sangue, dizendo que quer restaurar a ordem após meses de tumultos.

O general Prayuth deu o golpe de Estado após grupos rivais terem se recusado a ceder seus interesses em uma luta pelo poder entre monarquistas e um governo populista, o que gerou temores de violência e prejudicou a economia.

Soldados detiveram políticos de ambos os lados quando Prayuth anunciou o golpe, após as conversações que ele estava presidindo terem fracassado. A ação foi amplamente condenada internacionalmente.

Acredita-se que líderes de protestos pró e antigoverno ainda estejam presos, disse um parlamentar da oposição que não quis ser identificado. Os militares proibiram 155 pessoas, incluindo políticos e ativistas, de deixar o país.

Eles também censuraram a imprensa, dispersaram manifestantes rivais em Bangcoc e impuseram um toque de recolher nacional das 22h às 5h.

Eles convocaram, então, Yingluck e 22 aliados, incluindo parentes poderosos e ministros de seu governo, para uma reunião em um centro militar na capital.

Yingluck é irmã de Thaksin Shinawatra, um bilionário do setor de telecomunicações que virou político e conquistou grande apoio entre os pobres e o desprezo dos monarquistas - por causa de acusações de corrupção e nepotismo. Ele foi deposto do cargo de premiê em um golpe militar em 2006.

Yingluck chegou à base do Exército ao meio dia (horário local), disse uma testemunha da Reuters. Prayuth estava lá no mesmo horário, mas não há confirmação de que eles tenham se reunião ou, em caso afirmativo, o quer poderiam ter discutido. Prayuth mais tarde foi para outra instalação do Exército para a qual outras autoridades do governo deposto foram levadas.

Yingluck foi forçada a deixar o cargo de primeira-ministra por um tribunal em 7 de maio. A reunião entre ela e os militares pode tentar amenizar o impacto político da intervenção do Exército, à medida que Prayuth tenta tirar o país da crise e afastar críticas internacionais.

Ainda nesta sexta-feira, Prayuth deveria encontrar-se com o rei Bhumibol Adulyadej no palácio real de Hua Hin, sul de Bangcoc, para explicar a medida tomada pelo Exército.

Bangcoc estava calma e a vida parecia normal, embora os militares tenham ordenado o fechamento de todas as escolas e universidades.

Os programas regulares de televisão foram suspensos e todas as emissoras transmitiam anúncios militares e veiculavam o canal do Exército.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que não havia justificativa para o golpe, o qual teria “implicações negativas” para os laços com seu aliado, especialmente de cunho militar.

Houve também condenação da Franca, da União Europeia e do escritório de direitos humanos das Nações Unidas.

Reportagem adicional de Apornrath Phoonphongphiphat e da redação de Bangcoc

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