June 16, 2014 / 10:34 PM / 4 years ago

EUA consideram ataques aéreos e podem cooperar com Irã no Iraque

MOSSUL Iraque/WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos disseram que podem lançar ataques aéreos e não descartaram cooperar com o Irã para ajudar o governo do Iraque, depois de um surto de ataques de insurgentes islâmicos sunitas no Iraque que desencadeou acusações de crimes de guerra.

Membros das forças de segurança iraquianas fazem patrulha perto da fronteira entre as províncias de Karbala e Anbar, no Iraque, nesta segunda-feira. 16/06/2014 REUTERS/Mushtaq Muhammed

Os militantes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isil, na sigla em inglês) expulsaram o Exército e ocuparam o norte iraquiano na última semana, ameaçando desmembrar o Iraque e desencadear uma guerra sectária total, indiferentes às fronteiras nacionais.

Juntaram-se aos combatentes outros grupos sunitas que se opõem ao que chamam de opressão do primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, um xiita.

A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que forças aliadas ao Isil quase certamente cometeram crimes de guerra ao executar centenas de não-combatentes no Iraque nos últimos cinco dias.

Uma ação conjunta entre os Estados Unidos e o Irã, seu antigo inimigo, para ajudar a fortalecer seu aliado mútuo em Bagdá seria inédita desde a revolução iraniana de 1979, um sinal de alarme desencadeado pelo avanço relâmpago da insurgência.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chamou o avanço de “ameaça existencial” para o Iraque. Questionado se os EUA cooperariam com Teerã contra os insurgentes, Kerry declarou ao Yahoo News: “Eu não descartaria nada que fosse construtivo.”

Quanto aos ataques aéreos, “eles não são a resposta completa, mas podem muito bem ser uma das opções importantes”, disse. “Quando você tem pessoas matando, assassinando nestes massacres, tem que fazer parar. E você faz o que for preciso se precisar parar com isso, do ar ou seja de onde for”.

Washington declarou que, embora possa haver discussões com o Irã, não há planos de ação militar coordenada com o país.

A Grã-Bretanha, aliada norte-americana na guerra de 2003 que depôs o ditador sunita Saddam Hussein, disse ter procurado o Irã nos últimos dias. Uma autoridade dos EUA disse que reuniões com os iranianos podem acontecer nesta semana nos bastidores das conversas multilaterais sobre seu programa nuclear.

País cuja população é majoritariamente muçulmana xiita, o Irã tem laços com Maliki e com outros políticos xiitas que chegaram ao poder nas eleições apoiadas pelos norte-americanos.

Em Bagdá, Brett McGurk, representante do Departamento de Estado norte-americano no Iraque, e o embaixador dos EUA, Stephen Beecroft, reuniram-se com Maliki nesta segunda-feira, parte do esforço para incitar Maliki a governar de maneira menos sectária.

Segundo eles, o presidente norte-americano, Barack Obama, ainda não decidiu quais exigências políticas apresentará a Maliki.

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