June 26, 2014 / 4:23 PM / 4 years ago

Separatistas da Ucrânia concordam em retomar conversações de paz

Por Richard Balmforth

Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, durante pronunciamento na Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu, em Estrasburgo, na França. 26/06/2014. REUTERS/Vincent Kessler

KIEV (Reuters) - Separatistas da Ucrânia concordaram nesta quinta-feira em retomar as conversações de paz para pôr fim ao conflito no leste do país, mas o presidente Petro Poroshenko alertou que poderá não prolongar o cessar-fogo, que vence na noite de sexta-feira, se a iniciativa deles tiver como objetivo apenas ganhar tempo.

A decisão dos rebeldes pró-Rússia, que vêm combatendo as forças do governo desde abril, surgiu depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, pela segunda vez em dois dias para analisarem como pôr fim à crise.

Em Berlim, uma fonte do governo disse que o objetivo da chamada telefônica, que Moscou disse ter ocorrido por iniciativa de Merkel, era encontrar um meio de prolongar o cessar-fogo declarado pelas autoridades ucranianas, o qual vai expirar na sexta-feira às 22 horas (16 horas em Brasília).

A estimativa é que mais de 420 pessoas, incluindo militares ucranianos, rebeldes e civis, tenham morrido no conflito, segundo comunicado divulgado pela ONU, em 24 de junho.

Poroshenko declarou ter sido informado sobre a disposição dos rebeldes de manterem um segundo encontro na sexta-feira com o chamado “grupo de contato”, o qual inclui o ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, um enviado da Rússia a Kiev e uma autoridade do alto escalão da OSCE, entidade voltada para o acompanhamento da segurança e direitos humanos.

Mas, apesar da pressão ocidental sobre Poroshenko, ele deu a entender com firmeza que poderá não haver prorrogação do cessar-fogo, a menos que o governo ucraniano fique satisfeito com os resultados das conversações com o grupo de contato.

“(Sexta-feira) é um dia muito importante: se nossas condições para o plano de paz não forem aceitas, então tomaremos uma decisão muito importante”, disse ele ao Conselho Europeu, em Estrasburgo, na França, segundo informou o jornal ucraniano online Ukrainska Pravda.

Empossado como presidente há pouco tempo (em 7 de junho) e sob pressão de seu eleitorado para não se curvar aos separatistas, Poroshenko tem alertado que as forças do governo irão rapidamente adotar um “Plano B detalhado” - que de modo geral se acredita ser uma ofensiva do governo -, se os rebeldes aproveitarem o cessar-fogo para se rearmarem e reagruparem.

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