September 12, 2014 / 12:17 PM / 3 years ago

Apoio escocês pela independência derrapa a poucos dias de referendo, revela pesquisa

Por Guy Faulconbridge e Alistair Smout

EDIMBURGO (Reuters) - Os partidários da manutenção de Escócia no Reino Unido voltaram a ter uma vantagem de 4 pontos percentuais sobre os separatistas, mostrou uma pesquisa do YouGov nesta sexta-feira, a menos de uma semana para os eleitores votarem em um referendo sobre a independência.

A pesquisa YouGov para os jornais The Times e Sun apontou o apoio pela união em 52 por cento, ante um apoio de 48 por cento pela independência, excluindo aqueles que disseram não saber como votariam.

“A campanha do ‘não’ voltou à liderança na Escócia”, disse o presidente do YouGov, Peter Kellner, sobre a pesquisa. ”Esta é a primeira vez que o ‘não’ tem conquistado espaço desde o começo de agosto.”

Mais tarde, uma outra pesquisa, do instituto ICM para o jornal The Guardian, mostrou 51 por cento de apoio aos partidários do não contra 49 por cento para aqueles em favor da independência, excluindo as pessoas que disseram que “não sabiam como iriam votar”. Essa sondagem revelou que 17 por cento dos eleitores ainda não se decidiram.

A indicação de que o apoio para manter o Reino Unido intacto tem leve liderança na Escócia traz pouco conforto para os unionistas, considerando que o cenário geral pintado pelas últimas pesquisas é o de que a votação será apertada.

Pesquisas do YouGov e da TNS mostraram uma repentina alta no apoio pela independência desde o fim de agosto, à medida que a campanha separatista liderada por Alex Salmond conquistava simpatizantes dentro do partido Trabalhista, que em geral apoia a união, e entre as eleitoras na Escócia.

Até agora apenas uma pesquisa neste ano, da YouGov, colocou os separatistas na frente, no fim de semana passado. Essa sondagem, com margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais para mais ou para menos, mostrou uma liderança de 2 pontos percentuais da campanha pró-independência.

“Embora o ‘não’ tenha voltado à frente, a campanha do ‘sim’ manteve a maior parte de seus ganhos desde o começo de agosto”, disse Kellner sobre o estudo, que entrevistou 1.268 pessoas na Escócia entre terça e quinta-feira.

O repentino colapso da forte liderança da campanha pela união levou investidores a venderem libras, ações em companhias com exposição na Escócia e títulos do governo britânico, por temores de que o Reino Unido pudesse se cindir.

No caso da vitória pela independência em 18 de setembro, a Grã-Bretanha e a Escócia teriam que começar a trabalhar sobre a divisão da economia britânica de 2,5 trilhões de dólares, do petróleo do Mar do Norte e da dívida nacional, ao passo que o primeiro-ministro David Cameron enfrentaria pressão para renunciar.

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