September 16, 2014 / 4:49 PM / 4 years ago

Grupos ligados à Al Qaeda pedem união de militantes no Iraque e na Síria

DOHA (Reuters) - Dois grupos ligados à Al Qaeda exortaram as facções militantes que combatem no Iraque e na Síria a pararem de lutar entre si e a se unirem contra a aliança liderada pelos Estados Unidos que se prepara para atacar o Estado Islâmico, de acordo com um comunicado conjunto publicado online.

Militante do Estado Islâmico segura peça de avião militar sírio ao lado de moradores de Raqqa, no norte da Síria. 16/09/2014 REUTERS/Stringer

“Parem com as lutas entre si e cerrem fileiras contra a campanha dos EUA e da aliança satânica que espera a todos nós”, declararam a Al Qaeda na Península Arábica e a Al Qaeda no Magreb Islâmico, na rara declaração em comum.

O Estado Islâmico, uma dissidência da Al Qaeda, vem combatendo vários grupos islâmicos rivais na Síria, inclusive a Frente Al-Nusra, a ala oficial da Al Qaeda no território sírio, que tem tentado resistir ao avanço dos radicais sunitas durante o último ano.

O Estado Islâmico também iniciou uma guerra de propaganda contra o comando central da Al Qaeda em uma tentativa não muito velada de tomar a liderança da militância global das mãos do grupo fundado por Osama bin Laden, morto por forças norte-americanas em 2011.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou planos de estabelecer uma coalizão abrangente contra o Estado Islâmico na semana passada, e potências mundiais reunidas em Paris na segunda-feira deram apoio público à ação militar para combater a facção linha-dura no Iraque.

Os grupos apelaram aos militantes e seus apoiadores para que “parem com as campanhas de matança mútua, e direcionam suas espadas honestas contra o líder dos infiéis, os Estados Unidos, e sua aliança injusta e agressiva”.

“Diante desta campanha injusta dos cruzados, não temos escolha a não ser nos posicionar diante de quem odeia o islã e os muçulmanos, os EUA e seus aliados, que são os verdadeiros inimigos do mundo muçulmano”, afirma o comunicado.

A declaração é de 11 de setembro, 13º aniversário dos ataques da Al Qaeda que mataram quase três mil pessoas em Nova York, Washington e Pensilvânia.

O comunicado diz que o verdadeiro propósito da aliança liderada pelos norte-americanos é combater os muçulmanos, “com a desculpa de atacar o Estado Islâmico e destrui-lo”.

O grupo ainda apelou aos árabes do Golfo Pérsico e a todos os muçulmanos cujos governos sejam parte da coalizão para que os impeçam, “com todos os meios legítimos, de ir à guerra contra o Islã com a desculpa de combater o terrorismo”.

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