December 12, 2014 / 7:43 PM / 4 years ago

Falha em controle de tráfego aéreo interrompe voos na Grã-Bretanha

LONDRES (Reuters) - Voos com destino ou origem em Londres foram seriamente prejudicados nesta sexta-feira por uma falha técnica no principal centro de controle de tráfego aéreo da Inglaterra, o que um secretário britânico descreveu de “simplesmente inaceitável”.

Aviões se posicionam perto da torre de controle de tráfego aéreo, no aeroporto de Heathrow, em Londres, na Inglaterra, nesta sexta-feira. 12/12/2014 REUTERS/Peter Nicholls

Patrick McLoughlin, da Secretaria dos Transportes, disse ter exigido uma explicação completa sobre a falha que obrigou as autoridades a limitar o acesso ao espaço aéreo do país em um dos períodos mais movimentados do ano.

Os voos no aeroporto de Heathrow, que diz ser o mais movimentado aeroporto internacional do mundo, foram suspensos por pelo menos 1 hora antes de o terminal aeroportuário declarar que as operações estavam começando a ser retomadas.

“O espaço aéreo da Grã-Bretanha não foi fechado, mas a capacidade do espaço aéreo foi restringida para que se administrasse a situação”, declarou o Serviço Nacional de Tráfego Aéreo (NATS, na sigla em inglês) em seu site.

Mais tarde, o serviço disse que o sistema foi restaurado, mas que levaria algum tempo para que as operações voltassem totalmente ao normal.

O aeroporto de Gatwick, outro grande terminal londrino no sul da capital, afirmou que os voos estavam partindo, mas com atrasos. O aeroporto de Stansted, o terceiro mais movimentado da cidade, disse em mensagem no Twitter que as decolagens também estavam sendo retomadas.

Foi o segundo incidente do tipo envolvendo o centro do NATS em Swanwick, no sul da Inglaterra, em pouco mais de um ano. Swanwick é um dos dois principais do NATS. O outro fica em Prestwick, na Escócia.

Em dezembro do ano passado, milhares de passageiros sofreram atrasos nos principais aeroportos da Inglaterra quando o sistema noturno em Swanwick falhou no momento de alternar para o modo diurno.

O NATS disse que ainda está investigando a causa da falha desta sexta-feira, mas negou reportagens de que teria sido causada por uma queda de energia.

McLoughlin disse em um comunicado: “Qualquer interrupção no nosso sistema de aviação é uma questão de extrema preocupação, especialmente nesta época do ano na corrida para a temporada de férias.”

“Uma interrupção nesta escala é simplesmente inaceitável e eu pedi ao NATS uma explicação completa do incidente desta noite.”

Uma fonte do governo, que falou sob condição de anonimato, disse à Reuters que os problemas não parecem estar ligados a qualquer ameaça de segurança ao Reino Unido.

Como Heathrow é um grande terminal de conexões internacionais, a interrupção deve ser sentida em outros países. Mais de 67 milhões de passageiros passam pelo aeroporto anualmente usando serviços de 90 companhias aéreas para mais de 180 destinos em mais de 90 países, de acordo com seu site.

Aeroportos nas cidades de Birmingham e Manchester, no centro e no norte da Inglaterra, disseram não ter sido afetados pela interdição do espaço aéreo e que estavam prontos para aceitar voos desviados.

A companhia aérea British Airways declarou que os passageiros que não quiserem viajar nesta sexta-feira poderiam pedir um reembolso integral ou adiar a viagem.

Mikael Robertsson, cofundador do site de monitoramento de aviões FlightRadar24, afirmou ser muito incomum que centenas de voos sejam desviados ao mesmo tempo durante o pico de movimento da tarde de sexta-feira.

“Eu não consigo me lembrar quando vi algo semelhante pela última vez. Com certeza isso vai afetar muitos milhares de viajantes em toda a Europa e todo o mundo”, disse ele.

Uma das pessoas prejudicadas foi a atriz canadense Christine Leigh, que aguardava para decolar de Heathrow com a Air Canada. Após uma longa espera, ela publicou uma mensagem no Twitter: “Oh meu Deus, temos um horário para decolar. Se meus tweets pararem de incomodar vocês... isso significa que eu estou no ar e que milagres existem.”

Reportagem de Kieran Guilbert e Ben Hirschler, em Londres; e de Tim Hepher, em Paris

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