December 31, 2014 / 4:23 PM / 3 years ago

Corpos de vítimas do avião da AirAsia chegam a cidade da Indonésia

PANGKALAN BUN/SURABAYA, Indonésia (Reuters) - Os dois primeiros corpos de vítimas do avião da AirAsia que caiu na costa da ilha de Bornéu chegaram nesta quarta-feira à cidade indonésia de Surabaya, onde familiares se reuniram para aguardar notícias de seus entes queridos.

Militares da Indonésia carrega caixões com os corpos de duas vítimas da queda do avião da AirAsia, em Surabaya, na Indonésia, nesta quarta-feira. 31/12/2014 REUTERS/Sigit Pamungkas

As equipes de resgate acreditam ter encontrado o avião no fundo do mar, na área de Bornéu, depois que um sonar detectou um objeto grande e escuro debaixo das águas, perto de onde os detritos e corpos foram encontrados na superfície.

Navios e aviões têm vasculhando o mar de Java em busca do avião que operava o voo QZ8501 desde domingo, quando a aeronave perdeu contato durante o mau tempo cerca de 40 minutos após decolar de Surabaya com destino a Cingapura.

Sete corpos foram recuperados do mar, alguns totalmente vestidos, o que poderia indicar que o Airbus A320-200 estava intacto quando atingiu a água. Isso poderia sustentar a teoria de que a aeronave sofreu uma perda de sustentação aerodinâmica.

Tatang Zaenudin, uma autoridade da agência de busca e salvamento da Indonésia, disse anteriormente que um dos corpos havia sido encontrado vestindo um colete salva-vidas. Mas depois afirmou que nenhuma vítima havia sido recuperada com coletes.

“Nós encontramos um corpo às 8h20 e um colete salva-vidas às 10h32, então houve uma diferença de tempo. Esta é a informação mais recente que temos”, disse ele à Reuters.

Dois corpos, em caixões enfeitados com flores e marcados com os números 001 e 002, chegaram num avião da Força Aérea em Surabaya.

A maioria das 162 pessoas a bordo era de indonésios. Nenhum sobrevivente foi encontrado.

CAÇA À CAIXA-PRETA

Hernanto, da agência de busca e salvamento em Surabaya, disse que os agentes do resgate acreditavam que tinham encontrado o avião no fundo do mar com um sonar entre 30 e 50 metros de profundidade.

A caixa-preta com dados de voo e gravação da voz da cabine de comando ainda não foi encontrada.

Autoridades em Surabaya estavam se preparando para receber e identificar os corpos, incluindo a mobilização de 130 ambulâncias para levar as vítimas para um hospital da polícia e recolher DNA de familiares.

“Estamos orando para que seja o avião de modo que a retirada seja feita rapidamente”, disse Hernanto.

Vento e ondas fortes dificultaram as buscas, e com a visibilidade de menos de 1 quilômetro, a operação aérea foi cancelada no período da tarde.

“O clima hoje foi realmente um desafio no campo, com ondas de até 5 metros de altura, o vento chegando a 40 quilômetros por hora e chuva forte, especialmente na área das buscas”, disse o chefe da agência, Fransiskus Bambang Soelistyo, a repórteres em Surabaya.

Ele acrescentou que o paradeiro do avião ainda não tinha sido confirmado e que, portanto, a busca continuaria.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse que sua prioridade era recuperar os corpos.

Muitos familiares entraram em colapso quando assistiram às primeiras imagens de televisão confirmando seus receios sobre a queda do avião na terça-feira. Muitos fizeram orações em um centro de crise montado no aeroporto de Surabaya.

A bordo de voo QZ8501 estavam 155 indonésios, três sul-coreanos e uma pessoa cada de Cingapura, Malásia e Grã-Bretanha. O copiloto era francês.

Três desastres aéreos envolvendo companhias afiliadas à Malásia em menos de um ano abalaram a confiança na indústria de aviação do país e assustaram viajantes de toda a região.

O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu no início de março em uma viagem de Kuala Lumpur a Pequim com 239 passageiros e tripulantes a bordo e não foi encontrado. Em 17 de julho, o voo MH17 da mesma companhia foi derrubado sobre a Ucrânia, matando todas as 298 pessoas a bordo.

Reportagem adicional de Gayatri Suroyo, Kanupriya Kapoor, Michael Taylor e Charlotte Greenfield, em Jacarta/Surabaya; de Jane Wardell, em Sydney; e de Anshuman Daga, em Cingapura

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