January 8, 2015 / 7:19 PM / 4 years ago

Ministro vê insatisfação na base como "normal" e diz que escolha de cargos seguirá critérios

BRASÍLIA (Reuters) - Em meio ao clima de descontentamento de partidos da base com a composição do primeiro e segundo escalões do governo federal, o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, afirmou nesta quinta-feira que manifestações de insatisfação dos aliados são “normais”.

Em uma de suas primeiras entrevistas após assumir o cargo, Vargas afirmou que a escolha dos nomes para integrar cargos no governo terá de atender a requisitos que envolvem capacidade técnica, probidade e equilíbrio entre as siglas da base aliada.

“Nós encaramos todas as manifestações que eventualmente acham que um pode estar melhor posicionado... como normais”, disse o ministro a jornalistas. “Não conheço nenhum governo na face da Terra que não tenha sido constituído e eventualmente não possa haver uma queixa. Isso está dentro da normalidade.”

Antes de tomar posse, a presidente anunciou a composição do primeiro escalão do governo. A divisão deixou aliados descontentes.

É o caso do PMDB, que apesar de ter aumentado o número de ministérios que ocupa —de cinco para seis—, preocupa-se com a possibilidade de perder influência caso não consiga indicar as diretorias de órgãos vinculados às pastas que comanda, caso das empresas do setor energético, vinculadas ao Ministério de Minas e Energia, e da Conab e da Embrapa, na Agricultura, por exemplo.

Outro aliado, o Pros, afirmou em nota que a indicação de seu filiado Cid Gomes para a pasta da Educação foi uma “escolha pessoal” de Dilma.

Em outro recado endereçado principalmente à base, o ministro negou que o governo queira intervir na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados.

“O governo, ele não interfere em assuntos administrativos do Poder Legislativo, seja do Senado, seja da Câmara. A eleição da Mesa Diretora é um assunto interno da Câmara dos Deputados, no qual o governo não interfere por respeitar a independência e harmonia dos poderes”, afirmou.

Por um acordo firmado entre PT e PMDB, as duas maiores bancadas da Casa, na legislatura que se encerra agora, seria a vez de um petista comandar a Casa. Ainda assim, o líder da bancada de deputados do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que já protagonizou embates diretos com o governo, lançou candidatura à presidência da Câmara.

Pelo PT, foi lançada a candidatura de Arlindo Chinalgia (SP), que foi líder do governo no ano passado e já presidiu a Casa. Pela oposição concorre o deputado Júlio Delgado (MG) do PSB, partido que integrava o governo até romper para apresentar candidatura própria à Presidência da República nas eleições do ano passado.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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