January 11, 2015 / 2:02 PM / 4 years ago

Irmãos responsáveis por ataque em Paris receberam treinamento com armas no Iêmen

DUBAI/SANAA (Reuters) - Os dois irmãos responsáveis pelo ataque contra o jornal satírico semanal Charlie Hebdo viajaram ao Iêmen via Omã em 2011 e receberam treinamento para uso de armas nos desertos de Marib, um reduto da Al Qaeda, disseram duas fontes iemenitas neste domingo.

É a primeira vez em que autoridades iemenitas confirmam que Cherif e Said Kouachi, responsáveis pelo mais sangrento ataque por militantes islâmicos contra alvos ocidentais dos últimos anos, visitaram o Iêmen, onde a ramificação mais perigosa da Al Qaeda, a Aqap, está sediada. Uma das fontes iemenitas havia confirmado anteriormente uma visita de Said Kouachi.

O ataque em Paris lançou atenções renovadas sobre a Aqap, que recentemente tem concentrado esforços no combate a inimigos internos, tais como as forças do governo e rebeldes xiitas, mas ainda tem como objetivo conduzir ataques em outros países.

Uma campanha orquestrada pelo governo no ano passado e repetidos ataques com drones pelos Estados Unidos contra integrantes da Aqap também levaram à crença de que a organização encontra-se incapaz de lançar grandes ataques no exterior. O grupo conseguiu, no entanto, alvejar ocidentais, incluindo cidadãos franceses, dentro do Iêmen no ano passado.

“Esses dois irmãos chegaram em Omã em 25 de julho de 2011, e de Omã eles entraram ilegalmente no Iêmen, onde permaneceram por duas semanas”, disse uma autoridade de segurança iemenita de alto escalão que pediu para não ser identificada.

“Eles se encontraram com Anwar al-Awlaki (um líder da Al Qaeda) e foram treinados por três dias nos desertos de Marib sobre como atirar uma arma. Eles retornaram a Omã e deixaram Omã em 15 de agosto de 2011, voltando para a França.”

Uma fonte de inteligência iemenita confirmou que os irmãos entraram no Iêmen via Omã em 2011, mencionando a facilidade com que chegaram ao país no momento em que as forças de segurança focavam esforços em controlar os protestos da Primavera Árabe, que agitaram o país à época.

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