February 5, 2015 / 10:35 AM / 3 years ago

Ex-espião argentino é convocado para testemunhar em caso de morte de promotor

BUENOS AIRES (Reuters) - Investigadores argentinos querem ouvir um ex-chefe de espionagem sobre a morte do promotor Alberto Nisman que alegou que a presidente do país tentou atrapalhar a sua investigação sobre o atentado contra um centro judaico em 1994.

Mulher segura cartaz durante protesto em frente ao Congresso argentino, em Buenos Aires. 04/02/2015 REUTERS/Marcos Brindicci

Oscar Parrilli, chefe da Secretaria de Inteligência, conhecida como SI, disse que o ex-chefe de contrainteligência Antonio Stiusso será autorizado a divulgar segredos da agência. Os investigadores poderão, então, questioná-lo totalmente sobre os eventos que levaram à morte de Nisman.

O promotor foi encontrado morto em seu apartamento há pouco mais de duas semanas, com um ferimento de tiro na cabeça, um dia antes de testemunhar no Congresso Nacional sobre suas acusações contra a presidente do país, Cristina Kirchner.

Segundo a denúncia de Nisman, Cristina tentou mudar de direção seu inquérito sobre um ataque a bomba em 1994 contra um centro comunitário judaico na Argentina, em que 85 pessoas foram mortas.

Ainda é incerto se Nisman cometeu suicídio ou foi assassinado. Sua morte abalou a Argentina, iniciando uma série de teorias conspiratórias.

“Estamos dispensando Stiusso da obrigação de manter secretas as suas atividades na secretaria”, disse Parrilli a repórteres. “A presidente quer que toda a verdade seja conhecida.”

O governo afirma que as acusações de Nisman e sua morte estão ligadas a uma disputa de poder na agência de inteligência argentina e a agentes que foram demitidos recentemente.

Um dos agentes demitidos foi Antonio Stiusso, um espião sênior que ajudou Nisman com sua investigação do bombardeiro de 1994. O governo afirma que Stiusso corrompeu Nisman.

Durante anos, Stiusso foi um dos homens mais poderosos e temidos da SI. A agência teve um papel importante na “guerra suja” do governo militar contra supostos rebeldes marxistas, líderes sindicais e outros esquerdistas na década de 1970.

A investigadora principal do caso, Viviana Fein, o chamou para testemunhar nesta quinta-feira, mas autoridades disseram que ele não estava presente em nenhum de seus endereços listados e seu paradeiro era desconhecido.

Reportagem de Sarah Marsh e Richard Lough

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