March 13, 2015 / 1:23 PM / 3 years ago

Oposição de centro-esquerda mantém margem sólida nas pesquisas para eleição em Israel

Por Luke Baker

Cartazes de campanha mostram Isaac Herzog (esquerda) em Tel Aviv. 17/03/2015 REUTERS/Baz Ratner

JERUSALÉM (Reuters) - A oposição de centro-esquerda de Israel se prepara para uma vitória de virada nas eleições nacionais na próxima semana, já que as últimas pesquisas de opinião antes da votação de 17 março lhe dão uma sólida liderança sobre o partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Pesquisas divulgadas por dois dos principais jornais de Israel previram que a União Sionista garantiria 25 ou 26 assentos dos 120 do Knesset (o Parlamento israelense), contra 21 ou 22 para o Likud, de Netanyahu. Todas as sondagens nos últimos três dias apontaram a mesma margem de vitória.

Como há mais partidos de direita e extrema-direita do espectro político, é provável que Netanyahu tenha mais facilidade para formar uma coalizão majoritária no Parlamento do que a centro-esquerda, mesmo que ele perca a eleição por pequena margem.

Uma notícia positiva para a União Sionista é a intenção de voto dos árabes israelenses. As sondagens mostram que a esmagadora maioria favoreceria a adesão de uma união de partidos árabes a um governo de coalizão de centro-esquerda.

A pesquisa mostrou que 71 por cento dos eleitores árabes consideram que a Lista Árabe Unificada, que agrupa quatro partidos dessa minoria e aumenta sua influência eleitoral, deveria aliar-se à União Sionista, enquanto 16 por cento disseram que deveria apoiar a coalizão sem integrá-la.

Como a Lista Árabe Unificada espera conquistar de 13 a 15 assentos, tornou-se um grupo importante na eleição e poderia acabar se tornando o terceiro maior no Parlamento, dando uma voz poderosa para a minoria árabe de Israel —cerca de 20 por cento da população.

Se a União Sionista, liderada conjuntamente pelo líder do Partido Trabalhista, Isaac Herzog, e a ex-ministra da Justiça Tzipi Livni vencer a eleição, a expectativa é que se una numa coalizão com o partido de extrema-esquerda Meretz (5 ou 6 cadeiras) e o secular centrista Yesh Atid (13 cadeiras).

Com a adesão da Lista Árabe, iria precisar apenas do apoio de mais um partido com 5 ou 6 cadeiras para cruzar o limiar de 61 e formar o governo.

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