April 30, 2015 / 2:18 PM / 4 years ago

Hollande promete ser "implacável" com soldados se abuso sexual infantil na África for comprovado

Presidente francês, François Hollande, em foto de arquivo no Palácio do Eliseu, em Paris. 29/04/2015 REUTERS/Gonzalo Fuentes

PARIS (Reuters) - O presidente francês, François Hollande, prometeu nesta quinta-feira uma punição exemplar a qualquer soldado francês condenado por abuso sexual infantil na República Centro-Africana, à medida que uma fonte judicial disse que pelo menos 14 militares podem ser implicados.

As acusações, que vieram à tona nesta semana quando o jornal britânico Guardian publicou trechos de um relatório interno da Organização das Nações Unidas (ONU), ameaçam a reputação da França em operações de paz na África.

Uma fonte judicial, que pediu anonimato, disse à Reuters que uma leitura inicial do relatório sugeriu que 14 soldados estavam envolvidos em supostos abusos entre dezembro de 2013 e junho de 2014. Inquéritos franceses posteriores identificaram alguns dos soldados, disse a fonte, adicionando que nenhum foi interrogado por enquanto.

“Se a informação for confirmada... a punição será proporcional aos atos. Se forem graves, a punição será severa”, disse Hollande a repórteres durante uma visita ao oeste da França. “Será implacável.”

Hollande é um forte defensor do uso militar francês para assegurar a paz em ex-colônias, como a República Centro-Africana ou Mali, onde recebeu uma calorosa recepção em 2013 após a França intervir para enfrentar a insurgência islâmica.

O Ministério da Defesa da França informou que o suposto abuso teria ocorrido em um centro para pessoas desabrigadas no aeroporto de M’Poko, na capital Bangui, e envolveu cerca de 10 crianças.

“É inaceitável que crianças com menos de 10 anos sejam estupradas desta maneira por aqueles enviados para proteger a população”, disse Remy Djamouss, chefe da agência local para direito da criança, em Bangui.

A França interveio na República Centro-Africana, ex-colônia francesa, cerca de 18 meses atrás para diminuir a violência entre milícias cristãs e rebeldes muçulmanos que tomaram o poder. O país começou a retirar cerca de 2 mil soldados este ano, entregando o caso à ONU.

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