20 de Maio de 2015 / às 23:30 / em 3 anos

Trabalhadores de obras olímpicas encerram greve após acordo no Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Trabalhadores da construção pesada do Rio de Janeiro encerraram nesta quarta-feira uma greve que durou três dias e atingia obras ligadas aos Jogos Olímpicos de 2016, mas que não afetou o cronograma das construções, segundo o sindicato.

Construção do complexo esportivo de Deodoro para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. 02/04/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

“Vamos retomar (os trabalhos) na quinta-feira normalmente. Para as Olimpíadas o prejuízo provocado pela greve é zero. Não afeta em nada a entrega das obras”, disse à Reuters o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada Intermunicipal do Rio (Sitraicp), Nilson Duarte.

O sindicato informou que o aumento salarial dos trabalhadores será de 8 por cento e houve também acordo para pagamento de cesta básica de 340 reais.

“Não foi o que a gente queria, mas foi razoável e o pessoal aceitou. A gente queria 8,5 por cento no salário e fechamos em 8 por cento. A gente pedia uma aumento de 13 por cento na cesta e ganhamos 10 por cento. Não dá para dizer que foi ruim”, afirmou Duarte.

Segundo o acordo proposto pelo Ministério Público do Trabalho no Rio, “os trabalhadores grevistas não sofrerão retaliações”, disse o MPT-RJ em comunicado.

O presidente do sindicato alertou que em 2016 novas conversações estão programadas.

“Esse acordo vale até janeiro do ano que vem e 2016 será um ano estratégico, porque é o ano dos Jogos. Há obras para serem entregues até abril. Então, às vezes se dá uma passo para trás para depois dar dois, três para frente”, disse ele.

A greve atingia obras ligadas diretamente aos Jogos Olímpicos, como Engenhão e Parque Olímpico de Deodoro, e obras de infraestrutura para o evento, como expansão do metrô e corredores de ônibus Transbrasil e Transolímpica.

Essa não é a primeira vez que obras olímpicas são afetadas por greves. Em abril do ano passado, trabalhadores do Parque Olímpico ficaram parados por duas semanas. Eles reivindicavam aumento de benefícios e prêmios.

Por Rodrigo Viga Gaier, com reportagem adicional de Tatiana Ramil

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