May 23, 2015 / 12:38 AM / 4 years ago

Confronto armado no México deixa ao menos 44 mortos, dizem fontes

Policiais federais isolam um sítio onde um confronto armado entre criminosos e agentes deixou várias vítimas em Tanhuato, no Estado de Michoacán, no México, nesta sexta-feira. 22/05/2015 REUTERS/Alan Ortega

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Pelo menos 44 pessoas morreram durante um confronto entre policiais federais e supostos criminosos do cartel Jalisco Nueva Generación no violento Estado mexicano de Michoacán, no oeste do país, disseram fontes do governo nesta sexta-feira.

Uma fonte das fontes disse à Reuters que a polícia foi a um sítio no município de Tanhuato, pois tinha a informação de que no lugar havia pessoas fortemente armadas.

Ao chegar no local, começou a incursão na qual a Polícia Federal atacou por terra e ar, três semanas depois de que o cartel derrubara um helicóptero militar em um dos ataques mais audazes de um grupo do crime organizado contra a segurança do Estado.

Dos mortos, 42 eram civis armados e dois eram das forças policiais federais pertencentes a um grupo de elite de segurança, afirmaram duas fontes à Reuters.

Um policial federal ficou gravemente ferido após o confronto, que ocorreu a poucas semanas das eleições de 7 de junho no Estado, nas quais serão eleitos um governador e dezenas de prefeitos.

Há uma semana, a polícia local de Tanhuato foi desarmada após o assassinato de um candidato a prefeito de uma localidade próxima.

Tanhuato é um município vizinho ao Estado de Jalisco, cujo território é disputado por grupos de narcotraficantes como o cartel Jalisco Nueva Generación e Los Caballeros Templarios, que opera sobretudo em Michoacán.

A região viveu anos de confrontos sangrentos entre grupos criminosos, que, além do tráfico de drogas, se aventuraram em outros crimes, como roubo de minerais, sequestro e extorsão, entre outros.

Mais de 40 mil pessoas morreram em atos violentos desde o começo do governo do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em dezembro de 2012, e a violência continua, apesar da prisão de vários chefes do narcotráfico.

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