June 19, 2015 / 6:28 PM / 3 years ago

Jovem branco é indiciado por assassinato de negros em igreja dos EUA

CHARLESTON, EUA (Reuters) - Um jovem branco de 21 anos recebeu nove acusações de assassinato ligadas a um ataque a uma igreja da comunidade negra do Estado norte-americano da Carolina do Sul de importância histórica, disse a polícia nesta sexta-feira, e reportagens da mídia informaram que ele esperava incitar uma guerra racial nos Estados Unidos.

Pessoas lamentam diante de igreja onde ocorreu assassinato em Charleston. 18/6/2015. REUTERS/Brian Snyder

O acusado, Dylann Roof, também enfrenta uma acusação de posse de arma de fogo ao cometer um crime violento, declarou o departamento de polícia da cidade de Charleston.

Roof foi preso na quinta-feira na Carolina do Norte, 345 quilômetros ao sul da Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, que tem 200 anos, onde ele teria matado a tiros nove fiéis negros pertencentes a um grupo de estudos bíblicos na quarta-feira.

As autoridades dos EUA estão investigando o ataque – no qual quatro ministros, incluindo um senador democrata, morreram – como um crime de ódio. As mortes são as mais recentes em um ano tumultuado no qual assassinatos de homens negros desarmados cometidos pela polícia em vários locais do país desencadearam um debate acalorado sobre as relações raciais, o policiamento e o sistema de justiça norte-americanos.

Roof confessou a agressão e disse que pretendia instigar novos confrontos raciais, relatou a rede CNN citando uma fonte policial. Ele se sentou junto com os paroquianos durante uma hora antes de abrir fogo, e quase não levou o atentado adiante por ter sido bem recebido, reportou a rede NBC News também citando uma fonte entre os agentes da lei.

O porta-voz da polícia de Charleston, Charles Francis, não quis comentar as reportagens sobre uma possível confissão.

    A Carolina do Sul é um dos cinco Estados dos EUA que não têm uma lei para crimes de ódio, que normalmente impõem penalidades adicionais para crimes cometidos por causa da raça, do gênero ou da orientação sexual da vítima.

Na quinta-feira o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que o ataque mexeu com “uma parte obscura” da história do país e mostrou os perigos constantes da liberalidade das leis sobre posse de arma, que os defensores do direito de porte dizem estarem protegidas pela Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Por Edward McAllister, Harriet McLeod e Alana Wise, com reportagem adicional de Suzannah Gonzales em Chicago

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