23 de Novembro de 2015 / às 22:25 / em 2 anos

Jatos franceses atacam Estado Islâmico no Iraque; Grã-Bretanha oferece ajuda

PARIS (Reuters) - Jatos franceses do porta-aviões Charles de Gaulle atacaram alvos do Estado Islâmico no Iraque nesta segunda-feira, enquanto a Grã-Bretanha ofereceu à França o uso de uma base aérea no Chipre para as ações contra os militantes por trás dos ataques de Paris.

Primeiro-ministro britânico, David Cameron (à esquerda), e o presidente francês, François Hollande, durante entrevista coletiva em Paris, na França, nesta segunda-feira. 23/11/2015 REUTERS/Eric Gaillard

O presidente da França, François Hollande, se encontrou com o premiê britânico, David Cameron, em Paris, nesta segunda-feira, como parte dos esforços para reunir apoio para a luta contra o Estado Islâmico. Hollande também deve visitar Washington e Moscou nesta semana.

Cameron ofereceu serviços de reabastecimento no ar e disse que estava convencido de que a Grã-Bretanha deveria realizar ataques junto com a França e que recomendaria que o Parlamento britânico aprovasse tais medidas.

A França intensificou o seu bombardeio na Síria depois dos ataques de 13 de novembro em Paris, pelos quais o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade, que mataram 130 pessoas. O grupo também é atacado pelo ar pela coalizão liderada pelos Estados Unidos e a Rússia.

Jatos franceses partindo do porta-aviões do país no leste do Mediterrâneo destruíram alvos em Ramadi e Mosul, no Iraque, nesta segunda-feira em apoio às forças iraquianas no solo, disseram em comunicado as Forças Armadas francesas.

A chegada do porta-aviões Charles de Gaulle na região depois dos ataques em Paris triplicou o poder de fogo da França, ao aumentar o número de aviões para 38.

“Eu apoio firmemente a ação que o presidente Hollande está tomando para atacar o Estado Islâmico na Síria, e é minha convicção firme de que a Grã-Bretanha deve fazer isso também”, afirmou Cameron em entrevista à imprensa com Hollande.

“Nesta semana eu vou apresentar ao Parlamento a nossa estratégia abrangente para lidar com o Estado Islâmico”, disse o premiê.

Cameron que evitar uma repetição de 2013 quando ele perdeu uma votação sobre ataques aéreos contra as forças do presidente Bashar al-Assad na Síria.

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