24 de Novembro de 2015 / às 14:41 / em 2 anos

Centenas de milhões de crianças estão expostas a impactos da mudança climática, diz Unicef

BARCELONA (Thomson Reuters Foundation) - Os governos que irão se reunir em Paris na semana que vem precisam acertar um novo acordo robusto para conter o aquecimento global porque devem isso às crianças do mundo todo, altamente expostas aos impactos da mudança climática, disse a agência da ONU encarregada de questões relacionadas à infância.

Quase 530 milhões de crianças vivem em áreas extremamente sujeitas a enchentes, a grande maioria na Ásia, incluindo mais de 300 milhões em países onde metade ou mais da metade da população é pobre, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em um relatório antes da cúpula climática da ONU em Paris entre 30 de novembro e 11 de dezembro.

Quase 160 milhões de crianças vivem em partes do mundo que sofrem com secas severas, mais da metade delas na África, e mais de 115 milhões estão localizadas em áreas com risco alto ou extremamente alto de ciclones tropicais, acrescentou o documento.

As nações da cúpula de Paris já prometeram tentar limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius para evitar os efeitos futuros mais prejudiciais, como eventos climáticos extremos e a elevação dos mares.

Mas os planos nacionais de contenção das emissões de gases de efeito estufa, feitos antes da conferência parisiense, não bastam para cumprir tal meta.

“Sabemos o que tem que ser feito para evitar a devastação que a mudança climática pode infligir. Não agir seria uma temeridade”, disse o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, em um comunicado.

O relatório da agência afirmou que projeções científicas mostraram que “quanto mais ambiciosa for a ação para reduzir as emissões, mas crianças serão salvas dos piores efeitos da mudança climática”.

Condições climáticas severas prejudicam as crianças agravando a desnutrição e disseminando doenças que causam enorme mortalidade, como malária e diarreia, disse o documento do Unicef.   

A mudança climática ainda pode desencadear um círculo vicioso.

“Uma criança privada de água e saneamento adequados antes de uma crise será mais afetada por uma inundação, uma seca ou tempestade grave, terá menos probabilidade de se recuperar rapidamente e estará sob risco ainda maior quando confrontada por uma crise subsequente”, acrescentou.

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