November 30, 2015 / 6:18 PM / in 3 years

Na Otan, Turquia mantém justificativa de derrubada de caça russo

BRUXELAS (Reuters) - O primeiro-ministro da Turquia descartou nesta segunda-feira qualquer insinuação de que seu país deveria se desculpar por abater um avião da Rússia em seu espaço aéreo na semana passada, depois de receber forte apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ao direito de se defender.

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg (à direita), recebe o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, na sede da aliança em Bruxelas, na Bélgica, nesta segunda-feira. 30/11/2015 REUTERS/François Lenoir

Seis dias após o país membro da aliança derrubar o bombardeiro russo no primeiro incidente do tipo conhecido desde a Guerra Fria, a maioria dos pedidos de calma foi ignorada, já que a Turquia se recusa a ceder e a Rússia reage com sanções.

“Nenhum país deveria nos pedir para nos desculparmos”, declarou o premiê, Ahmet Davutoglu, a repórteres após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na sede da entidade, em Bruxelas.

“A proteção de nossas fronteiras terrestres, de nosso espaço aéreo, não é só um direito, é uma obrigação”, afirmou. “Pedimos desculpas por cometer erros, não por cumprir nossa obrigação.”

O presidente russo, Vladimir Putin, disse em 26 de novembro estar esperando uma desculpa depois que a Força Aérea turca derrubou o caça Su-24 perto da divisa entre Turquia e Síria. As autoridades russas declararam que o avião jamais esteve sobre a Turquia.

Putin também disse que a Rússia informou o plano de voo do caça aos Estados Unidos, algo que o enviado norte-americano à Otan negou nesta segunda-feira, dizendo que a cooperação entre seu país e os russos na Síria se limita a regras mais amplas sobre medidas de segurança.

“Os dados dos EUA que eu vi corroboram a versão dos eventos da Turquia. O avião estava na Turquia, estava atuando na Turquia, foi alertado repetidamente”, afirmou o embaixador Douglas Lute a repórteres.

“Não foi emitido nenhum plano de voo para uma violação do espaço aéreo da Otan.”

Após o encontro com Stoltenberg, durante o qual a Turquia recebeu apoio da aliança para seu direito de autodefesa, Davutoglu também alertou que tais incidentes continuam sendo um risco, enquanto a Rússia e a coalizão liderada pelos EUA que bombardeia o Estado Islâmico na Síria trabalharem separadamente.

“Se houver duas coalizões funcionando no mesmo espaço aéreo contra o Estado Islâmico, estes tipos de incidentes serão difíceis de evitar”, declarou Davutoglu.

Reportagem adicional de Dan Williams, em Jerusalém

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