1 de Dezembro de 2015 / às 12:26 / 2 anos atrás

Dados de 17 países das Américas indicam eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho, diz ONU

Justina Kabuli e filho Andrew, ambos portadores do HIV, em Chiyobola, Zâmbia. 22/02/2015 REUTERS/Darrin Zammit Lupi

BOGOTÁ (Thomson Reuters Foundation) - Dados de 17 países e territórios nas Américas, incluindo os Estados Unidos, Canadá e Chile, mostram que essas nações podem ter eliminado a transmissão de mãe para filho do HIV e da sífilis, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esses países foram capazes de cortar a transmissão de mãe para filho do HIV ao melhorar o acesso das mulheres grávidas ao pré-natal, testes de HIV e tratamento antirretroviral, disseram a OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da agência da ONU nas Américas.

O Brasil não faz parte dos países com dados que indicam a erradicação da transmissão de mãe para filho do HIV e da sífilis, segundo as organizações de saúde. O país aparece nos grupos de nações que fizeram progresso e estão próximas de eliminar, mas ainda não eliminaram a transmissão.

Os 17 países e territórios que possivelmente atingiram a eliminação, incluindo várias ilhas do Caribe, informaram “dados consistentes com a dupla eliminação” de HIV e sífilis. De acordo com os dados da Opas e da OMS, os nascimentos nesses países representam cerca de um terço de todos os nascimentos na região.

“Os países das Américas têm feito enormes esforços para reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho, o que reduziu o número de novas infecções pela metade desde 2010”, disse Carissa Etienne, chefe da Opas/OMS, em um comunicado.

As organizações de saúde consideram que um país eliminou a transmissão das duas doenças de mãe para filho após um processo de validação que verifica se essas metas foram efetivamente alcançadas.

Em junho, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a receber a validação da OMS de eliminação da transmissão do HIV e da sífilis de mãe para filho.

Ainda nas Américas, 2.500 crianças nasceram no ano passado com o HIV, o vírus que causa a Aids, de acordo com a Opas/OMS.

Garantir que as mulheres grávidas obtenham testes de HIV e tratamento antirretroviral, caso sejam soropositivas, é fundamental para prevenir a transmissão de mãe para filho.

Se não forem tratadas, as mulheres HIV positivas têm um risco de 15 a 45 por cento de transmitir o vírus para seus bebês durante a gravidez, parto ou amamentação, observam as entidades.

Estima-se que 2 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe estejam vivendo com o HIV, e que houve cerca de 100 mil novas infecções por HIV na região no ano passado.

Segundo a Opas/OMS, a maioria dessas infecções se deu em adultos, principalmente homens homossexuais, homens transgêneros e prostitutas e seus clientes.

Cerca de 30 por cento das pessoas que vivem com HIV na América Latina e no Caribe não sabem que são HIV positivas.

“Se queremos acabar com o HIV em 2030, precisamos acelerar as ações de prevenção e acesso ao tratamento, com foco em populações-chave, e aumentar o investimento e recursos”, disse Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças transmissíveis da Opas/OMS.

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