4 de Dezembro de 2015 / às 21:40 / 2 anos atrás

Argentina e Brasil estão acompanhando de perto eleição na Venezuela, diz Macri

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, disse nesta sexta-feira que a Argentina e o Brasil vão acompanhar de perto as eleições legislativas de domingo na Venezuela, ao mesmo tempo que ele pareceu recuar da ideia de buscar uma suspensão direta da Venezuela do Mercosul.

Apoiadores do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante último comício de candidatos pró-governo para eleições parlamentares, em Caracas, na quinta-feira. 03/12/2015 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

”Estamos ambos observando de perto o que vai acontecer lá, esperando realmente que a tensão que a Venezuela vive hoje diminua”, disse Macri à imprensa depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff.

Na sua primeira viagem ao exterior como presidente eleito, Macri prometeu avançar com a integração do bloco Mercosul e disse que vai rever acordos com a China, mas não entrou em detalhes.

A eleição de Macri, de centro-direita, ameaçava dividir o bloco sobre como lidar com o governo de esquerda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Um dia depois de ganhar a eleição argentina em novembro, ele disse que buscaria acionar a cláusula democrática do Mercosul para suspender a Venezuela por causa da acusações de abusos cometidos por Maduro.

Dilma, em entrevista a jornalistas em Paris, afirmou para usar a cláusula democrática, não se pode usar com hipóteses, é preciso qualificar o fato. Nesta sexta-feira, no entanto, Macri disse que ele e Dilma não tinham discordâncias sobre o que era necessário na Venezuela.

Macri, contudo, afirmou que a cláusula democrática do Mercosul deveria ser ativada em caso de fraude na votação de domingo. A oposição venezuelana tenta ganhar o controle da Assembleia Nacional pela primeira vez em mais de 15 anos, explorando a irritação com a economia afetada pela recessão.

Brasil e Argentina vão avaliar se as eleições da Venezuela foram democráticas quando Macri e Dilma se encontrarem na posse dele no dia 10, disse o presidente eleito.

MERCOSUL

As duas maiores economias do Mercosul precisam aprofundar os laços dentro do bloco, ao qual também pertencem Uruguai, Paraguai e Venezuela, e também com outros blocos, afirmou Macri.

“Temos que avançar nos acordos com a União Europeia, a Parceira Transpacífico, o acordo transatlântico de comércio, e qualquer outra alternativa que emergir”, declarou Macri a líderes empresariais em São Paulo, depois de visitar Brasília.

A Argentina compartilha a visão brasileira de que a União Europeia deve mostrar a sua proposta de redução de tarifas no mesmo momento que o Mercosul apresentar a sua oferta em negociações comerciais que tiveram pouco progresso em uma década e meia.

Macri prometeu cumprir a decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) para abolir a necessidade de permissões de importação da Argentina, palavras bem recebidas pelos empresários brasileiros que ficaram em desvantagem no maior mercado para os seus bens manufaturados devido à barreira protecionista.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below