6 de Dezembro de 2015 / às 12:26 / em 2 anos

Governador é morto no Iêmen em ataque reivindicado pelo Estado Islâmico

ADEN (Reuters) - O governador de Aden, no Iêmen, foi morto em um ataque de um carro-bomba neste domingo reivindicado pelo Estado Islâmico, na cidade portuária ao sul para onde o presidente Adb-Rabbu Mansour Hadi retornou a fim de supervisionar uma guerra contra os Houthis, apoiados pelo Irã.

Uma autoridade local e moradores disseram que ao menos seis membros da comitiva do general Jaafar Mohammed Saad também morreram no ataque, que mirava o governador em sua ida para o trabalho. Diversas outras pessoas foram feridas.

O Estado Islâmico, em comunicado divulgado em seu serviço de mensagens, disse que detonou um carro cheio de explosivos sobre a comitiva de Saad no centro do distrito de Tawahi, em Aden, e prometeu mais operações contra “os chefes da apostasia” no Iêmen.

Uma autoridade local e moradores disseram mais cedo no domingo que um homem-bomba jogou seu veículo contra o carro do governador.

A filial local do grupo islâmico tem intensificado as operações desde a eclosão da guerra civil no Iêmen, surgindo como uma rival forte para a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), o principal grupo militante no país nos últimos anos.

O grupo lançou ataques espetaculares contra bases de segurança e mesquitas administradas por forças Houthi que controlam a capital, Sanaa. Os houthis, que seguem o ramo xiita Zaydi do Islã, têm enfrentado uma coalizão de forças, principalmente árabes do Golfo, que começou ataques aéreos contra eles em março.

O ataque vem um dia após ataques matarem um oficial sênior do exército e um juiz que havia presidido o julgamento de militantes suspeitos de bombardear o navio de guerra norte-americano USS Cole em Aden em 2000, em dois ataques separados na cidade.

Em outubro, quatro homens-bomba haviam detonado carros em quarteis-generais temporários do governo do Iêmen e dois postos da coalizão árabe, matando mais que uma dúzia de pessoas.

A explosão neste domingo pôde ser ouvida a 10 quilômetros de distância, segundo testemunhas. Fotos postadas em sites locais de notícias mostraram um carro em chamas e uma nuvem de fumaça.

Por Mohammed Mukhashaf

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