7 de Dezembro de 2015 / às 20:45 / 2 anos atrás

PT escolhe quatro deputados de SP para comissão que analisará impeachment

BRASÍLIA (Reuters) - O PT indicou nesta segunda-feira quatro deputados eleitos por São Paulo para ocuparem metade das oito vagas a que o partido tem direito na comissão especial da Câmara que analisará a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Os quatro paulistas escolhidos são Arlindo Chinaglia, o ex-presidente da Câmara, Paulo Teixeira, José Mentor e Vicente Cândido. A lista dos integrantes petistas da comissão, anunciada pelo líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), terá ainda o próprio Sibá e o líder do governo na Casa, José Guimarães (CE).

Completarão a representação do PT na comissão os deputados Henrique Fontana (RS), ex-líder do governo, e Wadih Damous (RJ).

O PT não deve disputar previamente a presidência ou a relatoria da comissão que analisará o pedido de impeachment, mas, segundo Sibá Machado, vai trabalhar na negociação para se encontrar nomes de consenso.

“Achamos que esse tema pode ser um consenso das bancadas que fazem a base do governo”, afirmou.

O PSB indicou para a comissão especial os deputados Danilo Forte(CE), Fernando Coelho Filho (PE), Tadeu Alencar (PE) e Bebeto (BA). O presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, convocou reunião extraordinária da Executiva Nacional para quarta-feira para discutir a posição do PSB sobre o processo de impeachment.

O presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, anunciou nesta segunda-feira que o deputado Fernando Francischini (PR) e ele representarão o partido na comissão especial.

Um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Paulinho afirmou ainda que seu partido, legendas da oposição e “setores descontentes do PMDB” formarão uma chapa alternativa para disputar vagas na comissão, sem dar mais detalhes.

Essa manobra pode fazer com que demore mais para formar a comissão especial, o que vai contra os interesses do governo, que quer celeridade na votação do impeachment.

Paulinho afirmou que está fazendo um mapeamento dos parlamentares contrários ao impeachment. “Vamos organizar manifestações na porta da casa deles para que possam se posicionar e dizer aos seus vizinhos por que são contra”, disse o deputado.

O pedido de abertura de processo de impeachment foi aceito na semana passada por Cunha, que viu indícios de descumprimento da lei orçamentária.

”O país precisa andar. Quem pensa sério, quer resolver esse assunto logo“, disse Sibá Machado a jornalistas, defendendo a convocação do Legislativo para agilizar a apreciação do processo de impeachment. ”

Caberá à comissão especial, que obrigatoriamente tem de ter representantes de todos os partidos com assento na Câmara entre seus 65 membros, analisar se há cabimento para o impedimento de Dilma. O parecer da comissão especial precisará ser referendado pelo plenário da Câmara.

Se 342 deputados forem favoráveis ao impeachment, Dilma terá que se afastar da Presidência por 180 dias até que o Senado julgue o impedimento da presidente.

Reportagem de Leonardo Goy

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