7 de Dezembro de 2015 / às 22:35 / em 2 anos

Procuradoria denuncia Delcídio e Esteves no âmbito da Lava Jato

SÃO PAULO (Reuters) - A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta segunda-feira o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, e o banqueiro André Esteves no âmbito da operação Lava Jato, sob a acusação de impedirem investigação envolvendo organização criminosa, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

Senador Delcídio do Amaral reage durante cerimônia de recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao posto no Palácio do Planalto 17/09/ 2015. REUTERS / Ueslei Marcelino

Delcídio foi acusado, ainda, ao lado de seu chefe de gabinete Diogo Ferreira e do advogado Edson Ribeiro Filho de exploração de prestígio, acrescentou a fonte, que falou sob condição de anonimato pois o caso corre sob segredo de Justiça.

Ferreira e Ribeiro também são acusados de impediram a investigação de crimes.

Delcídio, seu chefe de gabinete e Esteves foram presos no dia 25 de novembro acusados de tentar obstruir o andamento da Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. [nL1N13K21Y]

Esteves deixou a presidência e o controle do banco BTG Pactual após sua prisão no âmbito da Lava Jato.

Ribeiro, que foi advogado do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, foi preso no dia 27 de novembro, ao desembarcar no Rio de Janeiro vindo dos Estados Unidos.

Delcídio, que foi suspenso do PT e terá de enfrentar um processo de expulsão do partido, aparece em uma gravação ao lado do seu chefe de gabinete e de Ribeiro oferecendo influência política junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), dinheiro e até uma rota de fuga para Cerveró em troca de seu silêncio na Lava Jato. Esteves seria responsável pelo pagamento de recursos à família do ex-diretor da Petrobras e ao próprio Cerveró, segundo a gravação.

As ofertas teriam sido feitas em um hotel de Brasília para Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da estatal, que gravou o diálogo.

Cerveró, que está preso e já foi condenado em primeira instância no âmbito da Lava Jato, fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

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