8 de Dezembro de 2015 / às 23:05 / em 2 anos

Dilma recebe apoio de 16 governadores contra impeachment

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta terça-feira o apoio de 16 governadores contra a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar pedido de abertura de processo de impeachment contra ela e o grupo assinou uma “carta pela ilegalidade” em apoio à petista.

Presidente Dilma Rousseff concede entrevista em Brasília. 7/12/2015. REUTERS/Ueslei Marcelino

Os signatários do documento, membros de partidos que compõem a base de Dilma no Congresso e os três governadores do PSB, partido que reunirá sua Executiva para definir uma posição sobre o impeachment, afirmam que o pedido aceito por Cunha não tem fundamentação.

“Entendemos que o mecanismo de impeachment, previsto no nosso ordenamento jurídico, é um recurso de extrema gravidade que só deve ser empregado quando houver comprovação clara e inquestionável de atos praticados dolosamente pelo chefe de governo que atentem contra a Constituição. O processo de impeachment, aberto na última quarta-feira, carece desta fundamentação”, afirma a nota.

“Compreendemos as dificuldades pelas quais o país atravessa e lutamos para superá-las. Todavia, acreditamos que as saídas para a crise não podem passar ao largo das nossas instituições e do respeito à legalidade.”

Também presente no Palácio do Planalto para uma reunião sobre a disseminação do zika vírus, que está relacionado ao aumento alarmante de casos de microcefalia no país, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não assinou o documento e rejeitou a tese de que o impeachment de Dilma seria um golpe na democracia.

“Eu tenho ouvido muito dizer que é golpe. Mas impeachment está na Constituição Federal e a Constituição não é golpista”, disse o tucano a jornalistas.

Assinaram a carta de apoio a Dilma os governadores de Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB); Acre, Tião Viana (PT); Alagoas, Renan Filho (PMDB); Amapá, Waldez Góes (PDT); Bahia, Rui Costa (PT); Ceará, Camilo Santana (PT); Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); Piauí, Wellington Dias (PT); Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD); Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB); Roraima, Suely Campos (PP); Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD); e Sergipe, Jackson Barreto (PMDB).

Reportagem de Leonardo Goy

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