14 de Dezembro de 2015 / às 17:04 / em 2 anos

Obama diz que pode visitar Cuba em 2016 se cidadãos tiverem maior liberdade

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está aberto a visitar Cuba em 2016, mas primeiro quer ver se os cidadãos comuns estão usufruindo de mais liberdades, disse o líder norte-americano em uma entrevista divulgada nesta segunda-feira.

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, em Washington. 10/12/2015 REUTERS/Jonathan Ernst

Em conversa com o Yahoo! News, Obama afirmou ter dito a Havana que, sem tais avanços, é improvável que ele visite a ilha comunista antes de terminar o segundo mandato, apesar do histórico reatamento de relações diplomáticas entre os dois países no começo deste ano.

“Estou muito interessado em ir a Cuba, mas acho que as condições têm que ser as certas”, disse Obama. “E o que eu disse ao governo cubano foi ‘se, de fato, eu puder dizer com confiança que estamos vendo algum progresso nas liberdades e possibilidades dos cubanos comuns, eu adoraria aproveitar uma viagem como forma de enfatizar esse progresso’”.

“Se eu for para uma visita, parte do acordo é que eu consiga conversar com todo mundo”, disse Obama. “Deixei muito claro em minhas conversas diretas com o presidente (Raúl) Castro que continuaremos a procurar aqueles que querem ampliar o alcance da liberdade de expressão dentro de Cuba”.

Na entrevista, que coincidiu com o aniversário do anúncio de que Havana e Washington estavam reatando os laços, Obama ainda defendeu seu objetivo de fechar a prisão militar norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, mas admitiu ser improvável que ela seja devolvida a Havana em um futuro próximo.

Indagado se devolveria as instalações a Cuba se de fato fechá-la, Obama disse que a decisão deve ficar para um próximo presidente.

Apesar de prometer, durante sua primeira campanha presidencial, fechar a prisão, estabelecida para deter suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de setembro de 2011, Obama enfrentou resistência no Congresso dos EUA para transferir os presos, especialmente para penitenciárias em seu país. Ainda restam 107 detidos em Guantánamo, que já abrigou 600 deles.

Obama afirmou que ainda pode desativar a prisão antes de deixar o cargo, em janeiro de 2017, mas não enviou ao Congresso um plano já prometido explicando como o faria.

Alguns dos pré-candidatos presidenciais republicanos para a eleição de 2016 declararam que irão manter as instalações em funcionamento.

Durante a entrevista, Obama também defendeu a aprovação e a liberação de prisioneiros de Guantánamo levada a cabo por seu governo, e disse que haverá ganhos estratégicos com seu fechamento.

Por Susan Heavey

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