December 22, 2015 / 10:45 AM / 3 years ago

Cresce número de iranianos mortos na Síria, com maior presença da Guarda Revolucionária

Membros da Guarda Revolucionária segurando fotos do general iraniano Hossein Hamedani durante seu funeral, em Teerã. 11/10/2015 REUTERS/Raheb Homavandi/TIMA/Files

BEIRUTE (Reuters) - O veículo que levava o general iraniano Hossein Hamedani passava pelos arredores de Aleppo na tarde de 8 de outubro quando foi atingido por militantes do Estado Islâmico.

Hamedani foi atingido no olho esquerdo por um tiro e morreu após o motorista perder o controle do veículo. Ele foi o mais sênior entre os comandantes da Guarda Revolucionária a ser morto na Síria, e também um entre o crescente número de militares iranianos que perderam a vida no país.

A morte de Hamedani, que tinha uma função vital nos esforços militares iranianos na Síria, foi descrita por um representante do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, na Guarda Revolucionária e publicada pelo site de notícias Entekhab em outubro.

Foi um evento que marcou o início de um novo desenvolvimento no envolvimento militar iraniano na Síria, onde especialistas acreditam que Teerã pode ter até 3 mil militares.

Desde o início de outubro, quase 100 membros da Guarda Revolucionária ou assessores militares, incluindo pelo menos quatro comandantes sêniores, foram mortos, de acordo com um cálculo de sites iranianos.

O número é pouco menos da metade de todas as mortes sofridas pela Guarda na Síria desde o início de 2012, quando notícias de mortes começaram a ser relatadas.

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