24 de Dezembro de 2015 / às 15:46 / em 2 anos

Forças israelenses matam quatro palestinos na Cisjordânia

JERUSALÉM (Reuters) - Forças israelenses mataram quatro palestinos em diferentes incidentes ocorridos na Cisjordânia nesta quinta-feira, disse o exército, em meio à onda de violência que tomou as ruas e já dura 12 semanas, sem sinais de arrefecimento.

No mais recente episódio, um palestino com uma faca feriu dois guardas perto de um assentamento judaico na Cisjordânia e acabou sendo morto a tiros, segundo o exército.

Em outros locais da Cisjordânia, outro palestino foi morto a tiros ao tentar esfaquear um soldado com uma chave de fenda, e um terceiro depois de ferir um soldado em um ataque com carro, disse o exército.

Perto de Qalandia, na Cisjordânia, soldados israelenses que realizavam uma prisão dispararam em dois palestinos que atiraram contra eles em meio a uma multidão de manifestantes que atiravam pedras e coquetéis molotov, afirmou o exército. Médicos locais disseram que um palestino foi morto e seis feridos. O exército afirmou que dois soldados foram feridos no incidente.

Um dos episódios que levou ao quadro atual foi um ataque incendiário de supostos fanáticos judeus contra um garoto palestino e seu pai, em que ambos morreram. Israel não desvendou o caso.

Um vídeo de judeus de extrema-direita zombando das vítimas dos ataques incendiários causou revolta em Israel nesta quinta-feira, mas também alimentou um debate sobre se o vazamento das imagens tinha o objetivo de pender a opinião pública a favor de um interrogatório mais rigoroso de vários suspeitos que estão sob custódia.

O vídeo, que foi ao ar na quarta-feira por uma emissora de televisão israelense, mostra um casamento em Jerusalém no qual um convidado esfaqueava a foto de Ali Dawabsheh, de 18 meses de idade, enquanto outras pessoas empunhavam rifles, facas e um artefato que aparentava ser uma bomba.

“As imagens chocantes que eles exibiram mostram a face real de um grupo que constitui um perigo para a sociedade e a segurança israelense”, disse em comunicado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Por Jeffrey Heller

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