December 24, 2015 / 6:44 PM / 2 years ago

ONU mantém orçamento estável para os próximos 2 anos

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os 193 Estados membros da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram um orçamento central de 5,4 bilhões de dólares para os próximos dois anos, levemente menor do que o montante previsto para 2014/2015, num momento em que o principal contribuinte, os Estados Unidos, pressionam por mais eficiência e gestão de custos.

O núcleo central do orçamento da ONU, abaixo dos 5,5 bilhões de dólares no período anterior de dois anos, foi aprovado pela Assembleia-Geral na noite de quarta-feira.

O valor não inclui operações de manutenção da paz —que têm um orçamento separado de 8,27 bilhões de dólares para o ano que termina em 30 de junho de 2016— nem os custos de várias agências importantes da ONU financiadas por contribuições voluntárias de Estados membros.

“O orçamento aprovado reflete a difícil realidade financeira global que enfrentamos há vários anos”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à Assembleia-Geral. “O financiamento continua a encolher enquanto as demandas à ONU crescem.”

Os EUA, que são os maiores contribuintes e pagam no máximo 22 por cento, disseram que houve cortes de financiamento e melhorias na eficiência, e que o orçamento de 2016/2017 foi um “grande passo adiante” para a reforma da gestão e das práticas orçamentárias.

“Pela primeira vez em 26 anos, o comitê adotou um pacote de remuneração dos funcionários que reduz os custos com pessoal, que vinham aumentando, o que estava dificultando a prestação de serviços”, disse uma autoridade dos EUA.

“A eliminação de 150 postos redundantes é mais um passo no sentido da eficiência da organização, assim como reduções de 5 por cento em suprimentos, viagens, móveis, equipamentos e outros custos”, disse o funcionário.

Outros contribuintes importantes para 2016/2017 são o Japão (9,68 por cento), China (7,92 por cento), Alemanha (6,38 por cento), França (4,85 por cento), Grã-Bretanha (4,46 por cento), Brasil (3,82 por cento), Itália (3,74 por cento), Rússia (3,08 por cento) e Canadá (2,92 por cento).

Reportagem de Michelle Nichols

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